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Vigilância sanitária do Rio recolhe amostras de carnes em supermercados da zona sul

As amostras recolhidas em Copacabana e Botafogo são de marcas da empresa JBS, acusada pela Polícia Federal PF de comercializar carnes impróprias para o consumo

Constança Rezende e Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2017 | 18h43

RIO - A Vigilância Sanitária do município do Rio recolheu neste sábado, 18, amostras de carnes embaladas a vácuo em dois supermercados da zona sul da cidade - um em Botafogo e outro em Copacabana. As amostras são de marcas da empresa JBS, acusada pela Polícia Federal (PF) de comercializar carnes impróprias para o consumo. Por enquanto não foi constatada nenhuma irregularidade. As carnes serão submetidas a exames laboratoriais que devem ficar prontos no prazo de sete a dez dias.

A operação de coleta e análise das carnes vai continuar pelo menos até a próxima quarta-feira, 22. Neste domingo devem ser visitados supermercados de Jacarepaguá (zona oeste) e, na segunda, estabelecimentos da Barra da Tijuca, na mesma região.

“Nós já fazíamos esse tipo de inspeção, mas intensificamos após a operação (Carne Fraca, realizada nesta sexta-feira pela Polícia Federal). Queremos esclarecer qual é a qualidade do produto que está sendo comercializado. Os estabelecimentos que tiverem problemas poderão receber multas, depois de apresentar a contraprova a que têm direito. Vamos focar principalmente nas marcas em que a Polícia Federal detectou irregularidades”, disse a coordenadora técnica de Alimentos da Vigilância Sanitária Municipal, Aline Borges.

Além da carne embalada a vácuo, os técnicos da Vigilância também vão recolher linguiça calabresa e empanados de frango (nuggets). As amostras estão sendo encaminhadas ao Laboratório de Controle de Produtos da Vigilância Sanitária, que vai fazer análises microbiológica (para verificar contaminação por micro-organismos, como a salmonela), de rotulagem (para averiguar a composição do produto), microscopia (para detectar corpos estranhos no alimento e se há indícios de fraude), análise sensorial (para verificar cor, textura e odor) e análise físico-químico (para constatar deterioração e alteração na cor).

Caso as análises indiquem qualquer irregularidade, os produtos com amostras insatisfatórias terão os lotes retirados de circulação. O mesmo vai acontecer com os alimentos que estiverem vencidos ou expostos à venda sob temperatura inadequada, o que está sendo verificado durante as visitas. Na fiscalização deste sábado não foram constatados problemas desse tipo.

Resposta. A JBS se manifestou sobre a operação da Vigilância Sanitária em nota divulgada na noite deste sábado. A empresa “reafirma a qualidade dos seus produtos” e informa que “exporta para mais de 150 países, como Estados Unidos, Alemanha e Japão, e é anualmente auditada por missões sanitárias internacionais e por clientes”. “No Brasil, há 2 mil profissionais dedicados exclusivamente a garantir a qualidade dos produtos JBS e suas marcas. Todos os anos, 70 mil funcionários têm treinamento obrigatório nessa área”, conclui a empresa.

 

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