Viking, o eletrodoméstico das estrelas, chega ao Brasil

Com um investimento de US$ 1,5 milhão, a empresa americana Viking Range Corporation acaba de inaugurar uma subsidiária no Brasil para distribuir a "Ferrari" dos eletrodomésticos em São Paulo e no Rio. A chegada da empresa top de linha, cujos produtos equipam cozinhas famosas como a da ala privada da Casa Branca ou o cenário do seriado Sex and the City, reflete um período de crescimento no mercado de produtos para cozinha para as classes média e alta no Brasil. Em aço escovado ou coloridos, os eletrodomésticos da Viking são aparelhos profissionais adaptados ao uso doméstico, diz o diretor-presidente da subsidiária brasileira, Evandro Kherlakian Jr. Em vez de recursos mirabolantes e painéis de controles complicados, os aparelhos da Viking são inspirados nos eletrodomésticos antigos, que eram feitos para "durar para sempre". Além da durabilidade e o design, os produtos da Viking têm sutilezas requintadas, como uma área para deixar as comidas quentes e o pãozinho sob luz infravermelha para manter o calor e afastar a umidade num conjunto de fogão e coifa. Os preços variam de US$ 70 por uma faca até US$ 15 mil a geladeira mais cara. Kherlakian diz que a linha de aparelhos profissionais para uso doméstico virou uma espécie de moda entre as celebridades. "Atrizes e atores que querem fugir dos paparazzi estão contratando chefs famosos para cozinhar em casa." Ter uma cozinha social na casa, ou "cooking theater", é uma tendência no mundo todo, diz o empresário. Ao mesmo tempo em que a empresa americana dos eletrodomésticos chega ao Brasil, líderes nacionais do setor aproveitam o impulso que têm tido no mercado doméstico para tentar explorar o mercado americano, que vive uma boa fase na construção civil. "Cozinhar para os amigos já é uma tendência internacional", diz o diretor da Elgin Cuisine, Alberto Chulam. O faturamento da divisão de cozinhas planejadas do Grupo Elgin cresceu 7% no ano passado, apesar da recessão, para US$ 20 milhões. Até o fim do ano, a Elgin vai prospectar o mercado americano para possivelmente montar uma estrutura de distribuição nos EUA.

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