Vinicultores argentinos combatem protecionismo europeu

As bodegas argentinas estão se organizando para reunir-se com a Comissão Européia, no âmbito da Organização Mundial de Comércio (OMC), para reclamar das restrições da União Européia (UE), aos vinhos argentinos. Os produtores argumentam que as regras impostas pela UE para este mercado são imcompatíveis com as normas da OMC. Eles denunciam a assinatura de contratos da UE com vários países membros da OMC que os beneficiam com excessões particulares à norma geral contida no regulamento sobre acidificação de vinhos com ácido málico. A substância é usada para corregir a acidez da uva e evitar a formação de sedimentos, tornando o sabor do vinho mais agradável. As bodegas mais prejudicadas são Trapiche, Norton e Marcus James de Fecovita, as três maiores exportadoras de vinho da Argentina. Somente estas vendem US$ 10 milhões de dólares por ano aos Estados Unidos, Inglaterra e Brasil, os três mercados que concentram 56,17% das vendas. Por ano, o país exporta US$ 45,5 milhões de dólares à 68 países.

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