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Vinte países da UE são contra acordo agrícola na OMC

Plano exigiria que a UE fosse além do originalmente planejado para as reduções das tarifas de importação

Reuters,

18 de fevereiro de 2008 | 12h18

Vinte países da União Européiaconcordaram na segunda-feira que a proposta atual para umacordo conciliatório sobre agricultura apresentada por umdiplomata da Organização Mundial de Comércio (OMC) éinaceitável, afirmou o ministro da Agricultura da França,Michel Barnier. Barnier disse em entrevista à imprensa que seria melhor nãohaver acordo global de comércio neste ano do que ter um baseadona proposta atual, que chegou a conseguir uma resposta positivada Comissão Européia na semana passada. "O que está sendo preparado é um acordo ruim", disseBarnier a repórteres depois que ministros da Agricultura de 20dos 27 países membros da UE se reuniram em Bruxelas. "Preferimos não ter nenhum acordo do que um acordo ruim". Grã-Bretanha, Suécia, Dinamarca, República Tcheca, Estônia,Letônia e Malta não participaram da reunião. O plano, preparado pelo presidente das negociaçõesagrícolas da OMC, exigiria que a UE fosse além do originalmenteplanejado para as reduções das tarifas de importação do blocopara produtos agrícolas. Na semana passada, a Comissão Européia disse que aspropostas agrícolas eram dignas de crédito, mas que faltavaequilíbrio quando avaliadas ao lado de outras áreas importantesdas negociações da OMC, como bens industriais e serviços, ondea UE viu pouco avanço para suas ambições de novas aberturas demercado. A França sinalizou repetidamente sua oposição aos tipos deconcessões em agricultura que o comissário de Comércio da UE,Peter Mandelson, afirmou que gostaria de ponderar se outrosmembros da OMC fizerem sacrifícios similares. A França é o maior beneficiário dos subsídios agrícolas daUE, avaliados em mais de 40 bilhões de euros (58,5 bilhões dedólares) por ano no total. Barnier também afirmou que vários chefes de Estado egoverno europeus tinham escrito ao presidente da ComissãoEuropéia, José Manuel Barroso, alertando-o contra aceitar aspropostas. Ministros do Comércio de todo o mundo devem se reunir emmarço ou abril em uma tentativa de última hora de fechar umacordo sobre a Rodada de Doha de negociações de livre-comércio,lançada em 2001. Após essa data corre-se o risco de mais anos de atraso ouum colapso total da rodada, já que os Estados Unidos sepreparam para uma eleição presidencial. (Por Yves Clarisse)

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