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Viracopos negocia prazo para evitar multa

Concessionária afirma que entregará toda a obra até 11 de maio, mas já procurou o governo federal por temer penalidade de R$ 150 milhões

RICARDO BRANDT / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2014 | 02h07

O novo terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), funcionará com apenas um terço de sua estrutura durante a Copa. Só voos das delegações de seleções, de autoridades e da TAP - que opera a linha Brasil-Portugal - usarão a estrutura. Voos domésticos da Azul, TAM e Gol serão realizados no antigo terminal, que passou por melhorias, mas será totalmente desativado após os jogos.

Cerca de 8 mil homens trabalham dia e noite para que o prédio fique pronto até 11 de maio, prazo estipulado pela Secretaria de Aviação Civil (SAC). De fora, a impressão é que será impossível concluir até lá os 10% que faltam. A obra é a maior e mais complexa dos três primeiros aeroportos brasileiros assumidos pela iniciativa privada, no primeiro leilão de concessões, em fevereiro de 2012.

Um novo terminal com capacidade para 22 milhões de passageiros foi erguido, com edifício-garagem para 4 mil vagas, área de taxiamento e pátio com 35 posições para aeronaves e 28 pontes de embarque. Mas tudo ainda está em obras e não está descartada a realização de trabalhos internos na parte do terminal que ficará fechada na Copa.

Dos três píeres projetados (um para voos internacionais e dois para domésticos), só um vai funcionar na Copa. A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, formada pela Triunfo Participações, UTC Participações, Infraero e Egis Airport Operation, garante que entregará todo o prédio pronto.

Multa. Porém, o grupo negocia prazos com o governo para que não seja aplicada a multa prevista por atraso, de R$ 150 milhões, mais R$ 1,5 milhão por dia. Pelo cronograma oficial, o atraso é de mais de um mês.

Em fevereiro, quando deveria estar com 90% das obras concluídas, o índice de execução era de 85%. Menos de um mês para o prazo final, falta a cobertura, todo o acabamento externo, o pavimento dos acessos e a conclusão do edifício-garagem.

Em nota, a concessionária informa que a obra está na fase de acabamento. Diz ainda que, apesar de todo o terminal estar em condição de funcionar dia 11, a transferência das companhias Azul, TAM e Gol para a nova estrutura depois da Copa foi opção delas.

"Os píeres (B e C) também estarão prontos, mas as companhias domésticas preferiram transferir as operações após a Copa", diz a nota. O prazo é até 5 de outubro. A concessionária acredita que não haverá problemas na operação dos dois terminais (o novo e o velho) durante a Copa e que atenderão "tranquilamente" a demanda dos voos domésticos. "A demanda de torcedores não será muito alta, pois Campinas não é cidade-sede de jogos", informa a nota.

Sete delegações vão usar Viracopos como base para deslocamento interno e cinco para chegar ao Brasil: Portugal e Nigéria, que estarão sediadas em Campinas, Costa do Marfim, hospedada em Águas de Lindoia, Rússia e Japão, que estarão em Itu, Honduras e Argélia, em Porto Feliz.

O primeiro desembarque de seleção será o da Costa do Marfim, em 6 de junho. "Fica evidente que falta estrutura para eventos desse porte no Brasil. Cheguei de Curitiba agora e lá as coisas pioraram. Tudo parece ter sido feito às pressas", afirma Ezio Pascoal, de 36 anos.

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