Virada em NY alivia, mas Bovespa tem 5a queda seguida

Os dados econômicos foram ruins nos Estados Unidos, mas foi a Bovespa quem mais acusou o pessimismo internacional, fechando no vermelho pela quinta sessão seguida, ao contrário das bolsas de Nova York, onde os principais índices reverteram no final.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

25 de agosto de 2010 | 18h07

Puxado pelo fraco desempenho das ações ligadas a metais, o Ibovespa recuou 0,54 por cento, para 64.803 pontos, o menor nível de fechamento em cinco semanas. O giro financeiro da sessão ficou em 5,5 bilhões de reais.

"Melhorou um pouco lá fora no final, mas o clima como um todo ainda está muito ruim", resumiu Carlos Levorin, sócio da Grau Gestão de Recursos. "E os mercados lá fora tinham caído mais; era natural que em algum momento a Bovespa ia realinhar", complementou.

Ações de companhias domésticas de commodities, a principal ligação do Brasil com o exterior, foram os principais alvos de ordens de vendas. Em destaque, as siderúrgicas caíram após um dado da véspera mostrando que o estoque de aço dos distribuidores atingiu em julho o pico histórico, com quatro meses de estoque, contra uma média histórica de 2,7 meses.

CSN caiu 2,3 por cento, para 27,21 reais, seguida pelo papel preferencial da Usiminas, que recuou 2,2 por cento, a 45,39 reais. Ambas as companhias foram citadas pela Itaú Corretora como as que mais perdem com esse cenário.

O papel preferencial da Vale foi pelo mesmo caminho, perdendo 0,97 por cento, a 40,93 reais.

Em outra frente, as incertezas relacionadas ao processo de capitalização da Petrobras seguiram pesando e o papel preferencial da companhia cedeu mais 0,23 por cento, para 26,08 reais.

Nesta quarta-feira, uma fonte da empresa disse à Reuters que o valor do barril do petróleo que será usado na capitalização pode ser divulgado a qualquer momento a partir desta quarta-feira.

No plano internacional, a busca por barganhas fez os principais índices de Wall Street reverterem no final e fecharam no azul, após passarem o dia com perdas, em meio a novos sinais de fraqueza da economia norte-americana.

O volume de novas encomendas de bens duráveis cresceu 0,3 por cento em julho, bem abaixo da previsão de alta de 2,8 por cento de analistas. E as vendas de moradias novas no país caíram 12,4 por cento em julho, para o menor volume anual já registrado.

Na ponta de cima do Ibovespa, Braskem subiu 4,4 por cento, a 15,30 reais, após a Itaú Corretora ter elevado a avaliação de preço justo para do papel da petroquímica para o final de 2010.

Fora do índice, Redentor marcou sua estreia com um salto de 37,3 por cento, a 7,55 reais. A companhia é resultado da cisão parcial com Equatorial Energia, que caiu 13,4 por cento, a 10,90 reais.

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