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Visão de bancos sobre inadimplência é desafiada por provisões

Bradesco e Santander pedem que investidores não se preocupem com a inadimplência, mas ampliam as provisões para potenciais perdas com empréstimos

Guillermo Parra-Bernal e Aluísio Alves, da Reuters,

27 de outubro de 2011 | 20h11

O Bradesco e o Santander Brasil estão pedindo que investidores não se preocupem com a recente disparada no nível de inadimplência de empréstimos brasileiros, mas o alto volume de provisões está passando uma mensagem diferente.

O Santander Brasil, maior concessor estrangeiro de empréstimos no Brasil, elevou suas provisões em 18 por cento no terceiro trimestre em relação ao período anterior, mesmo após os empréstimos vencidos permanecerem estáveis.

O presidente-executivo do banco, Marcial Portela, afirmou nesta quinta-feira que a inadimplência provavelmente permanecerá estável ao longo do restante do ano.

Da mesma forma, o Bradesco, terceiro maior banco do país, separou 1 bilhão de reais adicionais para potenciais perdas relacionadas a empréstimos, apesar de dizer a investidores que a qualidade de seus ativos não se deteriorará significativamente, de acordo com a medição do impacto da inadimplência em suas contas.

"O cenário é desafiador, mas acreditamos que podemos navegar por ele sem nenhuma perturbação séria", afirmou o vice-presidente financeiro do Bradesco, Domingos de Abreu, em teleconferência.

A decisão do Santander de rebaixar o valor de um total não revelado de empréstimos vencidos e o alto volume de provisões do Bradesco põe em questão a avaliação relativamente tranquila dos executivos sobre as futuras tendências do setor.

Um recente avanço no default de empréstimos motivou desvalorizações nas ações de bancos locais neste ano e alertas sobre a explosão do crédito, conforme a maior economia da América Latina desacelera e a inflação corrói o salário dos trabalhadores.

A maior inadimplência e novas pesquisas sobre imóveis assinalando crescentes despesas com juros indicam que os mutuários do país podem estar se aproximando de um limite de endividamento.

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