Visão inovadora, flexibilidade e escalonamento
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Visão inovadora, flexibilidade e escalonamento

Empresas exponenciais têm forte cultura de inovação, estrutura hierárquica flexível e geram escala rapidamente

Estadão Blue Studio, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2021 | 07h30

Inovação e tecnologia são pilares das principais empresas com gestão exponencial, mas suas ações vão além disso e incluem estrutura hierárquica flexível, processos mais ágeis e visão aguçada do mercado e das suas tendências. GitHub, Airbnb, Uber, Indiegogo, Google, Quirky, Kaggle, Pinterest, Reddit e Tumblr lideram o ranking das 100 organizações mais escaláveis do mundo. Companhias que entregam resultados dez vezes melhores na comparação com seus concorrentes.

“A diferença das organizações exponenciais para as empresas tradicionais é que elas não investem em estruturas rígidas, com muitos colaboradores, grandes instalações físicas e hierarquias intransponíveis. As Organizações Exponenciais (ExOs) desfazem o que, antes, era de natureza física e o transfere ao mundo digital sob demanda. No passado, quanto maior a força de trabalho de uma empresa, mais ela produzia. Organizações exponenciais substituem a força de trabalho excessiva por tecnologia e processos mais ágeis, por isso, têm uma velocidade de operação e de crescimento muito mais rápida”, explica Gustavo Cantisano, CSCO da Dover Fueling Solution.

A professora Paula Esteban, responsável pelo projeto do Hubs do Ibmec-RJ, destaca que essas empresas têm em comum ainda o fato de gerarem escala rapidamente. “Essas organizações têm essa capacidade que não é comum em todos os negócios. Além do controle de custo muito rígido, usam uma base tecnológica para o crescimento do negócio.” Segundo Paula, elas têm ainda o poder de viralizar produtos ou serviços por meio das redes sociais.

Para Paula, alguns modelos de negócios vão permitir aplicação mais efetiva da gestão exponencial, enquanto outros setores terão menos possibilidades de inovar do ponto de vista tecnológico. “Os grandes pilares que temos dentro da gestão exponencial acabam sendo incorporados também na gestão tradicional”, diz Paula. “Dobrar de tamanho em um ano não é exponencial, vem de um crescimento acelerado com processo ao longo dos anos”, complementa a professora.

Flávio Padovan, sócio da MRD Consulting, afirma que a cultura de inovação deve ser muito forte, estimulando todos os níveis da organização e não deve nunca parar. Como exemplo, ele cita o caso da Tesla, empresa de energia que resolveu construir automóveis, carro-chefe do grupo. “A transformação digital tem que estar presente no dia a dia das empresas e é preciso ter visão aguçada das tendências”, diz ele.

Visão do mercado, segundo o especialista, é realmente fundamental. “Antecipar tendências constrói marcas muito fortes. A Netflix começou com locação de vídeos e DVD, entregava o DVD na sua casa, usando inovação e tecnologia. A grande transformação da Netflix foi quando a empresa passou para o streaming. Hoje tem mais de 200 milhões de assinantes em 190 países, receita que deve bater US$ 30 bilhões”, diz Padovan.

O fim da burocracia

A mudança de estratégia na gestão de pessoas e plantas fabris também é apontada como diferencial em comum das empresas que têm destaque na gestão exponencial. Rodrigo Burgers, sócio-diretor da Play Studio, consultoria de inovação e venture building, explica que o mais básico é a tecnologia, mas não é a tecnologia por si só que garante a estabilidade, mas a eliminação de processos burocráticos e a automatização de processos.

“A empresa exponencial tem tecnologia e utiliza o que já tem no mercado, mas também usa ativos, ativos alavancados ou de terceiros. Uma fábrica de calçados, por exemplo, poderia usar estruturas diversas e, com conexão com base em tecnologia, mapear fábricas existentes e realizar acordos de flexibilidade grande”, diz Burgers. Segundo ele, alguns setores têm mais desafios para se tornarem exponenciais, mas o caminho é possível para todas as áreas.

Além disso, explica o executivo, mesmo a hierarquia é diferente nesses grupos. “O modelo de gestão precisa ter mentalidade diferente para esse tipo de empresa”, diz. O modelo tradicional conta com o modelo de presidente, diretor, gerente e demais funcionários e com uma capacidade de controle em todos os níveis. “A organização exponencial dá muito mais autonomia para as pessoas fazerem o que precisa ser feito”, afirma Burgers.

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