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Visita de Dilma aos EUA pode estimular cooperação energética, avalia CEO da Amcham

Executivo lembrou que  Obama, já havia deixado claro na visita que fez ao Brasil no ano passado o interesse estratégico dos EUA na compra de petróleo brasileiro no médio e longo prazo

Anne Warth, da Agência Estado,

22 de março de 2012 | 17h42

SÃO PAULO - A visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos, nos dias 9 a 11 de abril, será uma oportunidade para aprimorar a cooperação energética entre os dois países. A avaliação é do CEO da Câmara Americana de Comércio Brasil- Estados Unidos (Amcham), Gabriel Rico, e do vice-presidente de Assuntos Internacionais da US Chamber, Myron Brilliant. Segundo eles, é na área energética onde estão as maiores oportunidades comerciais e de investimento entre Brasil e Estados Unidos.

Rico lembrou que o presidente norte-americano, Barack Obama, já havia deixado claro na visita que fez ao Brasil no ano passado o interesse estratégico dos EUA na compra de petróleo brasileiro no médio e longo prazo. "O Brasil tem condições políticas mais amenas que outros países produtores de petróleo e, sem dúvida, essa seria a oportunidade de tornar a relação entre Brasil e EUA mais estratégica", afirmou.

De acordo com Brilliant, os EUA têm a intenção de desenvolver uma política energética que proporcione maior segurança ao país. "Esperamos conseguir chegar a uma relação mais intensa a partir de um esforço conjunto dos dois países", disse. Também existe, segundo os empresários, oportunidade de cooperação na área de etanol, biocombustível para aviação e energia nuclear e solar.

Rico defendeu que Brasil e EUA trabalhem juntos para transformar o etanol em uma commodity. Segundo ele, juntos as duas nações podem trabalhar para uniformizar padrões técnicos e desenvolver pesquisas de segunda geração. "Muitas empresas brasileiras e norte-americanas têm interesse em desenvolver combustível para aviação baseado em etanol", afirmou.

Para Brilliant, a cooperação na área de energia nuclear também pode avançar. "Esta é uma área em que gostaríamos muito de ter maior cooperação", disse.

Revisão de acordos

Cerca de cem empresários brasileiros vão acompanhar a presidente Dilma na visita aos EUA no mês que vem. Na opinião do diretor de Estratégia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Fernandes, esses encontros serão fundamentais para as relações comerciais entre os dois países. "Os investimentos no Brasil e nos EUA não se dão via governo, mas via empresários", afirmou.

Ele defendeu que sejam criados mecanismos de acompanhamento e revisão dos acordos assinados por ambos as nações, que segundo ele chegam a 19. "A grande mudança nas relação entre os dois países é o fato novo de que agora temos investimento estrangeiro direto, via empresas brasileiras, nos Estados Unidos. Isso é algo que muda a relação e a agenda", disse ele, citando como exemplo as empresas Embraer, Gerdau e Braskem. "Temas como acordo de bitributação hoje são de interesse de empresas brasileiras e norte-americanas. Agora a agenda está ficando mais equilibrada", disse Fernandes.

Rico minimizou o déficit comercial que o Brasil vem registrando com os EUA nos últimos anos. Segundo ele, a maioria das empresas brasileiras que importam também são exportadoras. "Há um equilíbrio nisso. O Brasil precisa agilizar os mecanismos de fluxo de comércio

 
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