Vitelo pantaneiro chega ao consumidor paulista

O cantor, compositor e pecuarista Almir Sater comunicou nesta quinta-feira ao ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, a realização da primeira venda de 120 vitelos pantaneiros a um frigorifico de São Paulo. A venda, embora pequena, marca a entrada desse tipo de produto em um mercado sofisticado, que está crescendo no País: o de "grifes" de carnes.O projeto, que pretende incrementar a criação desse tipo de animal, alimentado exclusivamente pelo leite de vaca e por pontas de capim natural, e tratado por medicamentos homeopáticos, foi lançado em agosto do ano passado, durante visita do presidente Fernando Henrique Cardoso ao Pantanal Matogrossense. O vitelo pantaneiro é sacrificado entre os 10 e 11 meses, o que propicia uma carne macia e saborosa.Almir Sater disse que a criação desse tipo de animal, a maior parte da raça Nelore, representa uma alternativa para preservar o Pantanal por meio de uma atividade econômica viável. O quilo de um vitelo pantaneiro custa R$ 2,75 (animal vivo), o que representa o dobro do valor pago pelo quilo de um animal de três anos.Segundo ele, a criação do vitelo na região está sendo estimulada pela Associação Parque Natural do Pantanal, formada por fazendeiros e trabalhadores que se engajam de forma espontânea ao projeto. O modelo desenvolvido pela associação se baseia na experiência francesa, onde as áreas de preservação são exploradas economicamente. "No Brasil, o modelo seguido é o americano, onde se isolam essas áreas, sem nenhum retorno financeiro. Com isso aumenta a pobreza do campo e ocorre a devastação do meio ambiente", disse.O projeto Vitelo Pantaneiro está sendo desenvolvido com o apoio do Ministério da Agricultura e do governo do Mato Grosso do Sul. Embora o Mato Grosso do Sul ainda não esteja livre da febre aftosa, a venda para outros Estados não está impedida, porque está sendo comercializada apenas a carne sem osso.

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