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Vitória do algodão na OMC abre precedente para trigo, arroz e milho

A vitória do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC), que condenou os subsídios do governo dos EUA a seus produtores de algodão, abre precedentes para várias outras disputas, envolvendo incentivos ao arroz, trigo e milho. "Trata-se de uma decisão que questiona o coração da política de subsídios dos EUA e tem uma dimensão muito maior do que o caso do algodão", diz Marcos Jank, presidente do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone).Ao condenar a política agrícola americana para o algodão, a OMC concordou com a tese de que os subsídios vêm deprimindo os preços das commodities. No algodão, os subsídios nos EUA passaram de menos de US$ 1 bilhão em 1995 para US$ 3,6 bilhões em 2003. No mesmo período, o preço caiu de US$ 1,9 mil por tonelada para US$ 900.Para o arroz, o milho e o trigo, a mesma lógica pode ser aplicada. Os produtos também tiveram subsídios crescentes, ao mesmo tempo em que os preços mundiais caíam. Mas essas demandas não devem ocorrer agora, uma vez que os preços dessas commodities agrícolas estão em alta, o que levou os EUA a reduzirem os subsídios, que são contra-cíclicos. "Neste momento, não há espaço para abrir questionamentos, mas essa é uma possibilidade para o futuro", diz o presidente do Icone.

Agencia Estado,

29 de abril de 2004 | 03h23

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