Vivo: compra da BrT muda cenário competitivo do setor

A compra da Brasil Telecom (BrT) pela Oi (ex-Telemar), anunciada na semana passada, altera por completo o cenário competitivo das telecomunicações, já que abre precedentes na consolidação do setor de telefonia e coloca um concorrente de peso no ringue. A avaliação é do presidente da operadora de telefonia móvel Vivo, Roberto Lima, que hoje promoveu coletiva de imprensa para comentar os resultados financeiros da empresa no primeiro trimestre deste ano.Para o executivo, o fato de o mercado passar a ter um "grande concorrente, com forte geração de caixa", trará a necessidade de a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) criar mecanismos para preservar a concorrência. Lima esquivou-se, no entanto, de mencionar quais seriam estas providências. "Com a operação de compra, que parece contar com a disposição da Anatel para mudança no Plano Geral de Outorgas (PGO), cria-se um grande participante nacional, com forte capacidade de geração de caixa. Então, a Anatel terá pela frente o trabalho de zelar pela concorrência."Lima negou que a compra da BrT pela Oi precipite o repasse do controle da Vivo, hoje detido em partes iguais pela espanhola Telefónica e pela portuguesa Portugal Telecom (PT), para um único acionista. Tanto a espanhola como a portuguesa já expressaram a intenção de assumir 100% do controle da Vivo. Comenta-se, no mercado, que a PT poderia, agora, ter uma outra opção de investimento no Brasil. "Com relação aos sócios, nada está no radar", disse Lima.Ele ponderou, contudo, que pode haver uma maior aproximação com a Telefônica, dona da Telesp, de telefonia fixa. Segundo ele, pode-se explorar mais sinergias, como a oferta de quadruple play (serviços de voz móvel, fixa, imagem e internet). "A operadora também pode aprofundar sinergias no compartilhamento de infra-estrutura e planos de tarifas, com descontos a clientes que assinarem vários produtos", comentou.

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