Vivo eleva lucro em 30% no 2º trimestre, para R$ 236 milhões

Receita da companhia teve alta de 10%, para R$ 4,4 bilhões, ante o mesmo período de 2009 

Luana Pavani, da Agência Estado,

28 de julho de 2010 | 07h56

A operadora móvel Vivo obteve lucro líquido de R$ 236,0 milhões no segundo trimestre deste ano, o que representa crescimento de 29,9% em relação ao mesmo período de 2009.

O Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) alcançou R$ 1,342 bilhões, aumento de 10,6% sobre o segundo trimestre de 2009, com margem Ebitda de 30,5%, ou 0,2 ponto porcentual acima de igual trimestre do ano passado.

A receita líquida da empresa teve alta de 9,9% na mesma comparação, para R$ 4,401 bilhões.

As despesas financeiras líquidas ficaram em R$ 101,1 milhões, valor 17,1% menor em relação aos R$ 121,9 milhões negativos do segundo trimestre de 2009.

Investimentos

A Vivo reiterou a meta de investimentos para este ano, no valor de R$ 2,490 bilhões. Quase um terço desse montante já foi aplicado no primeiro semestre, e a maior parte se concentrará no segundo semestre, com foco em ampliação da cobertura para tecnologia de terceira geração (3G).

A empresa espera chegar ao final de 2010 com 1410 cidades cobertas e 2832 até o final de 2011. "Os investimentos se concentrarão na ampliação da cobertura 3G", afirmou o presidente da Vivo, Roberto Lima.

Nesta manhã, em que foi anunciado o acordo entre Telefónica e Portugal Telecom sobre a venda da participação da portuguesa na Vivo, Lima preferiu não tecer comentários. Disse apenas que "os acordos geram oportunidades positivas para todos: Vivo, Portugal Telecom, Telefónica e também a Oi". Segundo Lima, a Vivo aguardará as definições, "que cabem aos conselhos de administração" e só depois se pronunciará.

Sobre eventuais mudanças que decorram dos acordos, Lima respondeu que reitera que até o momento a estratégia da Vivo tem se mostrado acertada e que não pode antecipar nada. "Temos que fazer o que é manter a operação e replicar os fatos relevantes. Não posso fazer mais comentários a esse respeito, estamos aguardando as definições e caso haja alguma mudança os acionistas serão avisados", disse, reforçando que "é muito cedo para emitir qualquer comentário".

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