VLT e Aeroporto de Fortaleza foram abandonados

VLT e Aeroporto de Fortaleza foram abandonados

Consórcio responsável largou os empreendimentos há dois meses e não há previsão de tada pra a retomada das obras

André Borges, Lu Aiko Otta, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2014 | 17h45

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BRASÍLIA -  A liderança no ranking de problemas em obras para a Copa do Mundo é fortemente disputada por Fortaleza. Na capital cearense, os projetos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e do aeroporto estavam sob responsabilidade de um mesmo consórcio, formado pelas empresas Consbem, Passareli e Engexata.

O governo do Ceará informa que as empresas abandonaram o trabalho a dois meses do início do Mundial. Até agora, as obras não foram retomadas nem há previsão de data para isso ocorrer.

A construção do ramal de 12,7 quilômetros entre Parangaba e Mucuripe, que será usado pelo VLT, deveria estar pronta desde junho de 2013, mas até agora acumula apenas 50% de execução física.

No mês passado, a Secretaria da Infraestrutura do governo do Ceará realizou uma licitação na modalidade de Regime Diferenciado de Contratações (RDC), com o objetivo de acelerar a contratação de uma nova empreiteira para terminar a obra.

O consórcio VLT Fortaleza (Construtora Marquise e Engesol Engenharia) chegou a apresentar uma proposta, mas o valor oferecido foi considerado alto pelo governo estadual, que acabou, por isso, cancelando a licitação.

Por meio de nota, a secretaria informou que trabalha com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para realizar um novo certame, “em data ainda não definida”.

As obras do ramal que será usado pelo VLT estão paralisadas desde maio, segundo o governo do Estado, “por causa do não cumprimento do prazo de entrega da obra”.

Como os demais projetos de mobilidade, o projeto de Fortaleza, orçado em R$ 276,8 milhões, não era apenas um apêndice para embelezar a Copa. Quando estiver pronto, vai cruzar 22 bairros da região, atendendo à cerca de 100 mil pessoas por dia

Nova concorrência. Quadro semelhante ao do VLT ocorre no Aeroporto Internacional Pinto Martins. A Infraero informou que, após a rescisão do contrato com a construtora, entrou em contato com as outras empresas que participaram do processo de seleção. Mas, se essas empresas não se interessarem em retomar a obra, será necessário fazer uma nova concorrência.

Nem com a Secretaria de Portos (SEP) tendo sido comandada até outubro de 2013 por um cearense, Leônidas Cristino, foi possível terminar as obras do terminal marítimo de passageiros. Iniciadas em março de 2012, elas só devem ser concluídas em novembro próximo.

Santos. Na mesma secretaria, outro caso curioso está em Santos, no Estado de São Paulo. A Secretaria dos Portos levou 20 meses para fazer uma obra de 511 metros: parte do alinhamento do cais de Outeirinho, para atracação de navios de cruzeiro. A melhoria ficou pronta a tempo, um mês e meio antes do início do Mundial. Mas o alinhamento, que atingirá 1.282 metros no total, só ficará pronto em dezembro de 2015.

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