FILIPE ARAUJO/AE
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Voa SP vai investir R$ 4,8 milhões em aeroportos e criar complexo de turismo em Ubatuba

Concessionária é responsável pela administração de aeroportos no interior de São Paulo; maior parte do investimento irá para Jundiaí

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2018 | 18h50

BRASÍLIA - Responsável pela administração dos aeroportos de aviação executiva no Jundiaí, Campinas, Bragança Paulista, Itanhaém e Ubatuba, a concessionária Voa SP obteve na semana passada um empréstimo de R$ 4,8 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para investir principalmente na infraestrutura dos aeroportos. É a primeira parcela de um financiamento já aprovado de R$ 19 milhões.

“As obras devem começar em 15 dias”, disse ao Estado o coronel Marcel Gomes Moure, presidente da concessionária. No cargo há pouco mais de um mês, ele está à frente de um plano que pretende fortalecer a atuação dos cinco terminais.

A maior parte do investimento, R$ 1,8 milhão, irá para Jundiaí, que a Voa SP quer transformar numa “opção real” ao limitado aeroporto de Campo de Marte, na capital paulista. Jundiaí vai ganhar uma torre e um centro integrado de monitoramento dos demais terminais administrados pela concessionária. O projeto prevê ainda recapeamento de pistas, reconstrução de cercas e reforma do terminal de passageiros.

Até meados do próximo ano, Jundiaí poderá operar por instrumentos, o que lhe dará uma vantagem em relação ao concorrente paulistano. A expectativa de Moure é dobrar a frequência de voos do aeroporto, atualmente na casa dos 5 mil.

O plano prevê também transformar o aeroporto Amarais, em Campinas, no primeiro internacional de aviação executiva. Para isso, o terminal receberá pesados investimentos em infraestrutura. Embora esteja em funcionamento, ele não dispõe nem de rede de esgoto.

O consórcio opera também o aeroporto de Ubatuba, e o plano para dar rentabilidade a esse terminal é a exploração do turismo. Em janeiro, o terreno no entorno do aeroporto será oferecido a interessados que queriam alugá-lo para explorar um shopping center com 64 lojas, um hotel e um grande estacionamento.

Moure negocia com a Petrobrás a retomada do uso do aeroporto de Itanhaém para as operações offshore da estatal. O aeroporto de Bragança, por sua vez, deverá operar como centro de formação de pilotos, pois há na região diversas escolas.

O presidente da Voa SP acredita que o início dos investimentos vai marcar uma nova fase na vida da concessionária, que é a maior para aviação executiva da América do Sul. Em seu primeiro ano de existência, a empresa dedicou-se a enxugar quadros, com um corte da ordem de 30% no pessoal, a rever processos e a aprimorar seu plano.

Ele reconhece, porém, que ainda há dificuldades à frente. Por exemplo, a concessionária está reavaliando um a um os contratos antes administrados pelo governo paulista e, em muitos casos, aplicando fortes reajustes de preço pelo uso dos hangares. “É como num condomínio”, comparou. “Se vamos investir mais em segurança e infraestrutura, isso tem um custo.”

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