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Você já pensou em apostar nos FAAMNGs?

Letras referem-se às seis grandes empresas do setor, o Facebook, Apple, Amazon.com, Microsoft, Netflix e Google

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2020 | 05h00

É normal no mercado o surgimento de uma série de apelidos e de modas. Uma novidade de hoje é referir-se às megaempresas de tecnologia por um acrônimo: FAAMNGs. Juntas, as letras referem-se às seis grandes empresas do setor, o Facebook (FB), Apple (AAPL), Amazon.com (AMZN), Microsoft (MSFT), Netflix (NFLX) e o Google (GOOGL) – neste caso, a Alphabet, empresa mãe do Google. 

A capitalização de mercado conjunta dessas empresas atinge hoje algo como US$ 7,4 trilhões, o que é próximo da soma dos PIBs da França, Brasil e Itália. Caso fossem um país, seriam a terceira economia mundial. E, num ano tão difícil, essas ações tiveram uma performance acima dos principais indexadores do mercado de capitais. 

Desde o derretimento geral do mercado em março deste ano, os principais índices se recuperaram. O S&P 500 registra um crescimento de 4% no ano, o Nasdaq Composite bateu recordes e subiu mais de 24%. Quem ainda não recuperou totalmente as perdas foi o Dow Jones Industrial Average, que tem queda de 3,5% em relação a janeiro de 2020. Mas, das FAAMNGs, a que cresceu menos neste ano foi o Google, que subiu 15,5%. A valorização das demais empresas do grupo foi mais efetivo, com preços das ações do Facebook subindo 28% e da Apple, 63,7%. A Amazon subiu 73%, a Microsoft, 33,8% e a Netflix, 49,5%. 

Esses papéis empurraram os índices das blue chips para o alto. Como já tratamos aqui neste espaço, as empresas de tecnologia têm se tornado um porto seguro. A exemplo do preço do ouro, que neste ano subiu 28%, fazendo com que vários fundos ETFs investidos em ouro passassem a integrar a carteira de muitos investidores.

Alguns analistas acreditam que o metal irá superar as ações no mercado internacional. No momento que as taxas de renda fixa e, principalmente, o rendimento dos títulos dos Tesouros ao redor do mundo estão bastante baixos ou com taxas reais negativas, a saída é buscar rentabilidade em outras classes de investimentos.

Mas, vale o aviso, esse jogo não representa segurança. Investir nas gigantes de tecnologia pode ter se mostrado um bom investimento ao longo deste ano, mas isto não significa vida fácil para essas empresas. Hoje, assistimos um movimento de boicote ao Facebook feito por anunciantes. Está ganhando força internacional a campanha #StopHateForProfit, que pressiona o Facebook a supostamente parar de valorizar os lucros enquanto aumentam as mensagens de ódio, intolerância, racismo, anti-semitismo e desinformação em sua plataforma. Hoje, são mais de 1.100 anunciantes, entre elas, Adidas, Coca-Cola, Heineken e Starbucks, que cancelaram campanhas nas mídias sociais. O importante para o investidor é sempre buscar aplicar observando uma estratégia bem formulada para a sua carteira, seguindo as regras básicas de análise e diversificação de ativos. 

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