Volatilidade impede decisão sobre gasolina, diz Gabrielli

Volatilidade no câmbio e nos preços dos combustíveisnão permite tomar uma decisão neste momento sobre o preço da gasolina 

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

29 de julho de 2011 | 13h11

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse hoje que a volatilidade muito grande no câmbio e nos preços dos combustíveis e do etanol não permite tomar uma decisão neste momento sobre o aumento do preço da gasolina. "Só será possível tomar essa decisão quando estas variáveis se estabilizarem. O futuro a Deus pertence", declarou.

Gabrielli, no entanto, disse não ser possível que permaneça eternamente uma diferença grande entre os preços domésticos e os do mercado internacional. Ele disse que quando o preço doméstico fica muito acima do praticado no exterior, as distribuidoras importam combustíveis. E quando aqui o preço está muito mais baixo, elas compram para exportar.

Ele afirmou que o mercado de combustíveis tem características próprias. "Há oito anos dizemos que o mercado de derivado de petróleo tem características próprias. São 70 distribuidoras, uma economia aberta, a variação do câmbio, e o aumento do consumo", disse, após participar do primeiro balanço do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2) do governo Dilma Rousseff.

Ele informou que a Petrobras continuará importando gasolina no segundo semestre em função do aumento do consumo do mercado de combustíveis. "O mercado de combustíveis cresce mais que o PIB", declarou. Gabrielli disse que no ano passado a Petrobras importou combustível equivalente a três ou quatro dias de consumo. No primeiro semestre deste ano, foi importado o equivalente a três dias e, "provavelmente", será comprado do exterior mais no segundo semestre. "Depende da demanda. O nosso monitoramento é diário, mas já sabemos que será maior que em 2010", afirmou.

Gabrielli garantiu que não será candidato a cargo eletivo em 2012, mas não descartou essa possibilidade para 2014. "2014 está muito longe. Não tenho condições de decidir agora", concluiu.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.