Volatilidade pesa e dólar consolida 2a alta seguida

Nem mesmo as intervenções do Banco Central e a melhora momentânea dos mercados acionários impediram o dólar de consolidar nesta terça-feira sua segunda alta consecutiva, durante sessão bastante volátil. A moeda norte-americana fechou cotada a 2,327 reais para venda, com valorização de 1,35 por cento. Na máxima, o dólar subiu 1,52 por cento. Na mínima, a variação positiva foi de apenas 0,13 por cento. "Não existe tendência para os mercados... a volatilidade está muito grande", afirmou um gerente de câmbio de um banco estrangeiro, que pediu para não ser identificado. Para tentar responder à crescente demanda por dólares no mercado brasileiro, o BC voltou a atuar em quase todas as frentes, vendendo dólares com compromisso de recompra e atuando no mercado à vista. As dúvidas sobre a possibilidade de recuperação da economia dos EUA ainda persistem, o que tem garantido a volatilidade dos mercados mundo à fora. "A gente tem que esperar o resultado desse pacote (de ajuda do governo norte-americano), alguma coisa mais palpável", ponderou o gerente de câmbio. Com a recuperação temporária da Bovespa, logo após a abertura dos negócios em Wall Street, a moeda americana chegou a reduzir seus ganhos frente ao real. Mas a cotação voltou a subir nos últimos minutos do pregão, seguindo a virada dos índices acionários, tanto em Nova York, quanto no Brasil. A própria redução na cotação da moeda fez com que alguns investidores aproveitassem a oportunidade para fazer novas compras, aumentando assim o fluxo e a cotação. Para o gerente de câmbio, ainda falta segurança no mercado, portanto, todas as vezes que a moeda chega em um patamar mais baixo, "você compra". O volume negociado nesta sessão apresentou melhora, em comparação aos menos de 2 bilhões de dólares diários das últimas sessões. Segundo operadores, o volume de negócios no mercado de dólar à vista somou 3,6 bilhões de dólares nesta terça-feira. No final da sessão, o BC anunciou que fará na quarta-feira um leilão para financiamento do comércio exterior.

JENIFER CORRÊA, REUTERS

13 de janeiro de 2009 | 17h39

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