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Volks agiu com truculência ao anunciar demissões, diz Força Sindical

A Força Sindical criticou nesta quarta-feira a decisão tomada pela Volkswagen do Brasil, que iniciou na terça a entrega de 1.800 cartas de demissão para os trabalhadores da fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Em nota encaminhada à imprensa, a central sindical destacou que a montadora "agiu com truculência", ao anunciar a demissão três meses antes do desligamento previsto, a partir de 21 de novembro."A Força Sindical repudia a decisão da Volkswagen, de demitir 1,8 mil trabalhadores de sua fábrica em São Bernardo do Campo e apóia a greve dos trabalhadores por tempo indeterminado. É inaceitável a posição adotada pela Volkswagen", disse, no comunicado, o presidente da central, João Carlos Gonçalves, o Juruna.A Força ressaltou que não é contrária a inovações tecnológicas, mas ao tratamento dado pela empresa aos trabalhadores, que foram responsáveis pelo desenvolvimento da marca no Brasil. "A empresa mostra que não considera o problema social que provocará o corte. É preciso buscar soluções. E isto só é possível através de negociações", salientou o presidente da entidade.A assessoria de imprensa da Volks informou que a montadora não comentará o comunicado da Força Sindical, assim como não comentou na terça-feira o posicionamento do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que é filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT).Na terça, após assembléia realizada no período da tarde, trabalhadores da fábrica de São Bernardo iniciaram greve por tempo indeterminado por conta das demissões, procedimento também adotado, na seqüência, por funcionários do período da madrugada e da manhã. GovernoA ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff afirmou nesta quarta que a diretoria da Volkswagen não avisou o governo, na reunião da última segunda-feira, no Palácio do Planalto, que demitiria no dia seguinte 1.800 funcionários da unidade de São Bernardo do Campo (SP). "Eu não sei os outros (ministros), mas eu não sabia. Eu não estava aqui (em Brasília) ontem (terça-feira), estava em São Paulo", disse Dilma.A ministra disse que a Volkswagen não deu uma posição definitiva ao governo se vai ou não fechar a fábrica de São Bernardo. "Eles disseram que estão avaliando. Na medida que eles estão avaliando, a gente aguarda", disse. Dilma ressaltou que a linha de financiamento solicitada pela Volkswagen tinha como objetivo a expansão de algumas linhas de produção da empresa, inclusive em São Bernardo, que é onde agora estão ocorrendo os cortes. Dilma também disse que o governo é favorável a uma entendimento entre a Volkswagen e seus trabalhadores. Mas ressaltou que "é óbvio que o governo não olha com bons olhos o fechamento de uma unidade, notadamente a de São Bernardo".

Agencia Estado,

30 de agosto de 2006 | 14h20

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