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Volks confirma adesão ao plano de proteção ao emprego na fábrica de Taubaté

Será a terceira planta da montadora no Brasil a aderir ao programa do governo, que prevê redução proporcional da jornada de trabalho e dos salários; empresa já adotou o mecanismo nas unidades de São Bernardo do Campo e de São Carlos

IGOR GADELHA, Estadão Conteúdo

29 Setembro 2015 | 19h00

A Volkswagen confirmou nesta terça-feira, 29, que vai solicitar ao governo federal a adesão ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE) na fábrica de Taubaté, interior de São Paulo. Será a terceira planta da montadora no Brasil a aderir ao programa do governo federal, que prevê redução proporcional da jornada de trabalho e dos salários em períodos de crise. A empresa já adotou o mecanismo nas unidades de São Bernardo do Campo e de São Carlos, também no interior paulista.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, pela proposta acordada com a companhia, a redução da jornada e dos salários pagos pela empresa será de 20%. Para o funcionário, no entanto, a perda será de 10%. A outra metade será bancada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), no limite de até R$ 900,84, como estabelece a legislação do PPE. Conforme a instituição sindical, a redução salarial não incidirá sobre férias, 13º salário nem sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da companhia recebidos pelos funcionários.

O sindicato informou também que a Volks se comprometeu em complementar os salários cuja parte bancada pelo FAT superar os R$ 900,84. O valor complementado pela montadora será transformado no equivalente a horas de trabalho, que deverão ser compensadas pelos trabalhadores no futuro, em calendário a ser estabelecido em acordo entre empresa e sindicato. A previsão da entidade é de que o PPE em Taubaté comece a valer a partir de 1º de outubro e dure seis meses, prazo que poderá ser dobrado.

Os detalhes do programa foram apresentados nesta terça-feira aos metalúrgicos, durante assembleia na fábrica. Sindicato e montadora lembram que a adesão ao PPE já tinha sido aprovada pelos trabalhadores no acordo que marcou o encerramento da greve de 12 dias na fábrica de Taubaté, em agosto deste ano. Na época, os detalhes do PPE não tinham sido fechados. Pela negociação de agosto, a montadora também reverteu as 43 demissões anunciadas e abriu um Plano de Demissão Voluntária (PDV) e um Programa de Aposentadoria Antecipada.

As condições do PPE na fábrica da Volkswagen em Taubaté são semelhantes às aprovadas nas unidades de São Bernardo, no último dia 17 de setembro, e na fábrica de motores de São Carlos, no último domingo, 27. Nessas plantas, a redução da jornada e dos salários pagos também será de 20%, com perda salarial de apenas 10% para os trabalhadores. A previsão dos sindicatos locais é de que o programa entre em vigor nessas unidades a partir de outubro deste ano e dure de seis até 12 meses, caso necessário.

Em todo o Brasil, a unidade da Volks em Taubaté foi a sexta fábrica de grandes montadoras a aderir ao PPE. Além das plantas de São Carlos e São Bernardo da montadora, Ford e Mercedes-Benz aderiram ao plano em suas fábricas instaladas nesta última cidade, no ABC paulista. Em ambos os casos, o plano prevê redução também de 20% da jornada de trabalho e 10% dos salários recebidos pelos trabalhadores. A fabricante de máquinas agrícolas Caterpillar também aderiu ao programa em sua fábrica em Piracicaba (SP).

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