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Volks desiste de construir fábrica e amplia unidade de Taubaté

Capacidade deverá ser ampliada para até 1,9 mil carros por dia e expectativa é de gerar mil novos empregos

JOÃO CARLOS DE FARIA , ESPECIAL PARA O ESTADO / TAUBATÉ, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2012 | 03h04

Depois de cogitar a construção de uma nova fábrica no País para introduzir novos modelos de automóveis no mercado brasileiro, a montadora alemã Volkswagen anunciou ontem que o aumento da produção será feito por meio da ampliação da fábrica da empresa em Taubaté (SP). A decisão foi tomada depois de negociações trabalhistas com o Sindicato dos Metalúrgicos do município paulista, que fez lobby em favor da escolha.

A produção da unidade deverá praticamente dobrar, segundo o sindicato, passando de 1 mil para 1,9 mil veículos por dia. Em comunicado, a montadora afirmou que a matriz na Alemanha já aprovou a alocação dos recursos para o aumento da capacidade da fábrica de Taubaté.

A ampliação transformaria a unidade localizada a 120 km de São Paulo na maior unidade da Volks na América Latina. A empresa não comenta oficialmente sobre as contratações necessárias para o projeto, mas o sindicato anunciou ontem, depois de assembleia com trabalhadores, que cerca de mil novos postos de trabalho serão criados em Taubaté até 2016. Hoje, a fábrica emprega mais de 5 mil trabalhadores.

O investimento na ampliação deverá ficar em torno de R$ 1 bilhão, segundo cálculos preliminares divulgados pelo presidente da operação brasileira, Thomas Schmall, na última edição do Salão do Automóvel de Frankfurt, em setembro de 2011. O cronograma de investimentos para o Brasil prevê atualmente a aplicação de R$ 8,7 bilhões ao longo dos próximos cinco anos.

A Volkswagen diz que, apesar da anuência da matriz, a ampliação da fábrica depende da evolução do mercado brasileiro - o que é visto por fontes de mercado como uma forma de pressionar a extensão de vantagens tributárias a fábricas locais. Em 2011, a venda de veículos no País cresceu 3,4%, para 3,63 milhões de unidades, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Novos modelos. De acordo com informações de mercado, entre os novos modelos que deverão ser introduzidos no Brasil está o Up!, modelo de entrada que localmente poderá ser uma espécie de sucessor do Gol.

Segundo Schmall, os modelos populares continuarão no foco da montadora, uma vez que o segmento continuará a puxar o crescimento das vendas no Brasil nos próximos anos. No entanto, a própria montadora admite que o Up! tem características que podem afetar sua aceitação pelo consumidor brasileiro, entre elas o porta-malas pequeno e a capacidade para transportar quatro pessoas. / COLABOROU FERNANDO SCHELLER

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