Volks estuda fazer rodízio de executivos

O rodízio é mais um indicativo de que a companhia está ciente de que uma “cultura de tolerância” à quebra de regras está no centro da crise após o escândalo de fraudes em emissões

DOW JONES NEWSWIRES/BERLIM, AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

21 Dezembro 2015 | 03h00

A Volkswagen está considerando implementar um rodízio obrigatório entre seus principais executivos dos grupos de desenvolvimento de motores nas principais marcas da empresa. Este é mais um indicativo de que a companhia está ciente de que uma “cultura de tolerância” à quebra de regras está no centro da crise após o escândalo de fraudes em emissões, que veio à tona em setembro.

A movimentação de diretores e desenvolvedores de software em diferentes posições pode prevenir estruturas que bloqueiam mudanças ou que escondam erros, afirmou Hans Dieter Pötsch, presidente da empresa, em entrevista à revista alemã Welt am Sonntag, publicada ontem. “Estamos planejando um rodízio para algumas funções. Os funcionários certamente irão passar apenas um período limitado em cada posição antes de mudarem para outro posto”, disse ele.

A Volkswagen está passando por uma grande reestruturação de sua diretoria, após uma crise que levou à perda de bilhões de euros em valor de mercado e possíveis multas e compensações a acionistas e consumidores nos EUA e na Europa. A empresa e alguns executivos também estão sujeitos a investigações criminais.

Neste ano, a companhia admitiu uma fraude que pode ter envolvido até 11 milhões de veículos a diesel, que tiveram instalados um software que fraudava testes de emissão de poluentes. A Volkswagen afirma que suas investigações internas têm como foco o grupo de engenharia que instalava os dispositivos.

Há duas semanas, Pötsch afirmou que a crise de emissões de poluentes começou com a expansão da montadora no segmento de carros a diesel nos EUA em 2005 e foi causada por uma “cadeia de erros” e pela “cultura de tolerância” à quebra de regras que permitiu a fraude.

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