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Volks oferece bônus de R$ 150 mil para demissão na Alemanha

A Volkswagen da Alemanha está oferecendo um bônus de 54 mil euros (cerca de R$ 150 mil) para funcionários que se demitirem até setembro de 2006. A compensação faz parte de um programa de reestruturação da empresa, cujos lucros operacionais subiram 51% no primeiro semestre do ano para cerca de US$ 2,5 bilhões.Além do bônus, oferecido no começo do ano, a proposta de demissão voluntária aos empregados alemães prevê entre 40 mil e 200 mil euros (aproximadamente de R$ 110 mil a R$ 550 mil) de compensação, dependendo de quanto tempo o funcionário já trabalha na empresa.No caso do bônus, o valor cai pela metade (27 mil euros) para funcionários que concordem em deixar a empresa apenas depois de setembro.No Brasil, a empresa está oferecendo 0,4 salário por ano de trabalho para funcionários da unidade Anchieta, em São Bernardo do Campo, que aderirem a um programa de demissão voluntária.Pela proposta, no caso hipotético de um funcionário com dez anos de casa e salário mensal de R$ 3,5 mil, por exemplo, a compensação seria de R$ 14 mil.A Volkswagen do Brasil não quis se pronunciar sobre a diferença nos incentivos oferecidos nos dois casos. Segundo a assessoria de imprensa, são "duas realidades distintas, não comparáveis". 20 mil Cerca de 3,2 mil funcionários já aceitaram a proposta da Volks alemã, e um porta-voz da empresa disse que esse número ?poderá chegar rapidamente a 3,5 mil nas próximas semanas?.A meta da empresa é cortar até cinco mil funcionários por meio do esquema de demissão voluntária. A maioria dos que já aceitaram a proposta tem entre 30 e 40 anos de idade.A reestruturação da Volks na Alemanha pode afetar 20 mil pessoas. O número inclui funcionários demitidos voluntariamente, transferidos e aposentados precocemente. Como no Brasil, os cortes estão sendo feitos para baixar os custos de produção da empresa. O programa de incentivo à demissão voluntária fica em vigor até meados de 2007. As negociações com o sindicato alemão dos metalúrgicos, IG Metall, foram complicadas, já que a Volkswagen havia se comprometido oficialmente a não demitir funcionários até o ano de 2011.No entanto, o plano de contingência acabou recebendo a benção dos sindicalistas sem grandes atritos entre os representantes dos trabalhadores e da direção da empresa.A Volkswagen emprega um total de 85 mil funcionários em suas fábricas no lado ocidental da Alemanha, em que os cortes deverão ocorrer. A proposta não se estende aos cerca de 15 mil empregados da Alemanha Oriental. Colaborou Carolina Glycerio, de São Paulo

Agencia Estado,

01 de setembro de 2006 | 19h14

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