carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Volkswagen alemã negocia aumento da jornada de trabalho

A reestruturação da Volkswagen alemã entra em uma nova fase: a diretoria da empresa e o sindicato negociam um acordo que poderá resultar em mais trabalho e menos regalias para os funcionários. Mais de treze mil operários da Volkswagen alemã já se demitiram voluntariamente ou concordaram em se aposentar mais cedo. A montadora quer cortar até vinte mil empregos na Alemanha.Agora começa uma nova fase na reestruturação da empresa. O presidente Bernd Pischetsrieder quer aumentar a jornada de trabalho nas fábricas alemãs sem aumentar os salários dos trabalhadores.As negociações com o sindicato dos metalúrgicos alemães IG Metall começaram nesta sexta-feira. Participação no lucro Analistas dizem que a Volks poderá oferecer aos funcionários uma participação no lucro da empresa como compensação pelo aumento da jornada.Como no Brasil, a Volkswagen alemã quer baixar drasticamente os custos de produção, mas tem pela frente negociações duras e complicadas com os sindicalistas.Um porta-voz da empresa não quis comentar se uma solução semelhante poderá ser empregada no Brasil. Até agora quase dez mil funcionários decidiram se aposentar mais cedo e cerca de 3,5 mil se demitiram voluntariamente, sem que houvesse maiores atritos com o sindicato.Quem se demite ganha até 250 mil euros de compensação - quase R$ 700 mil - dependendo de seu cargo e do tempo de serviço.Segundo o professor Willi Diez, do Instituto de Estudos Automobilísticos da Faculdade de Nürtigen, até agora a paz com os sindicalistas teve um preço alto para a empresa, já que as compensações pagas aos funcionários são muito boas. "Mas greves também custam caro", diz o professor.Diez lembra que a Volks é conhecida por seu lado social, e que há um aspecto essencial que diferencia a situação na Alemanha da do Brasil: o estado da Baixa Saxônia é um dos maiores acionários da empresa, e os políticos influenciam as decisões da empresa."Eles não querem perder votos por causa de medidas impopulares tomadas pela direção da empresa", disse Diez.

Agencia Estado,

08 de setembro de 2006 | 10h30

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.