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Volkswagen anuncia corte de até 30 mil postos de trabalho

Medida é parte de um esforço para impulsionar os lucros da companhia após o escândalo de fraude em testes de emissões de poluentes

Dow Jones Newswires

18 Novembro 2016 | 08h59

ALEMANHA - A Volkswagen anunciou nesta sexta-feira uma reestruturação de suas operações para produção de carros de passageiros que inclui o corte de até 30 mil vagas ao longo de cinco anos. A medida é parte de um esforço para impulsionar os lucros da companhia, após o escândalo de fraude em testes de emissões de poluentes. 

A marca VW, o maior negócio da montadora alemã em vendas, luta há anos para se manter lucrativa. Desde que admitiu no ano passado ter fraudado quase 11 milhões de carros a diesel para trapacear em testes de emissões, a companhia teve de pagar mais de 18 bilhões de euros (US$ 19 bilhões) em compensações para consumidores e custos processuais. Até 2020, a Volkswagen busca melhorar seu lucro com sua marca principal em 3,7 bilhões de euros ao ano, aumentando o lucro antes de impostos com as vendas a 4%, de menos de 2% no trimestre financeiro mais recente.

Com o corte de vagas, 23 mil dos quais devem ocorrer na Alemanha, e outras medidas de eficiência, a Volks busca melhorar a produtividade de suas fábricas alemãs em 25% nos próximos anos.

O executivo-chefe da Volkswagen, Matthias Müller, busca aproveitar o contexto de crise para realizar medidas para reestruturar a empresa. O comando da companhia dialoga há oito meses com os trabalhadores sobre a reestruturação. Além disso, Müller direciona gastos para novas tecnologias. No futuro, as montadoras precisarão de menos funcionários e com habilidades diferentes para atuar no negócio e fabricar carros elétricos.

O sindicato dos trabalhadores da empresa ameaçava bloquear decisões de investimento na reunião desta sexta-feira a menos que o comando oferecesse garantias para os 282.100 funcionários da Volks na Alemanha, quase metade de sua força de trabalho global. O acordo para cortar postos ocorre após oito meses de duras negociações com os sindicalistas, que acabaram por aceitar os cortes, que devem ser alcançados pela saída natural dos trabalhadores com o tempo e com aposentadorias antecipadas, em troca de compromissos de construção de veículos elétricos e baterias na Alemanha. Cerca de 23 mil postos devem ser cortados das fábricas alemãs, mas cerca de 9 mil novos postos devem ser criados.

A Volkswagen concordou em construir carros elétricos em Wolfsburg, sua fábrica principal, e em Zwickau, no leste alemão. A VW construirá motores elétricos em Kassel e começará a produzir baterias de celulares em sua fábrica de Salzgitter. 

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