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Volkswagen Caminhões vai contratar 550 funcionários e investir R$ 2 bi até 2025

Segundo a montadora, com fábrica em Resende (RJ), dinheiro vai principalmente para tecnologias de motor elétrico e de baixa emissão de gases

Eduardo Laguna, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2020 | 07h30

A Volkswagen Caminhões e Ônibus, que produz veículos comerciais pesados em Resende, no sul do Rio de Janeiro, anunciou na quinta-feira, 10, investimentos de R$ 2 bilhões no período de 2021 a 2025. Segundo o presidente da montadora, Roberto Cortes, esse é o maior ciclo de investimento já realizado pela marca, que vem de um programa de R$ 1,5 bilhão investidos no País, lançado quatro anos atrás. 

Os recursos serão direcionados, sobretudo, a novas tecnologias de motor elétrico e de baixa emissão de gases e conectividade dos veículos, além da internacionalização da marca. O investimento contempla ainda projetos - esses de longo prazo - de desenvolvimento de tecnologias de direção autônoma.

Durante o anúncio, feito em entrevista coletiva à imprensa, Cortes disse que a Volkswagen será a primeira montadora a lançar um veículo elétrico desenvolvido totalmente no Brasil. O lançamento está previsto para meados do ano que vem, sendo que a Ambev, segundo Cortes, já fez um pedido de 100 unidades, além da intenção de adquirir outras 1,5 mil unidades do modelo.

O presidente da Volkswagen Caminhões informou ainda que a montadora está contratando mais 550 funcionários para aumentar a produção em Resende, sendo que mais da metade dessas contratações - 290 trabalhadores - está relacionada à nova linha de caminhões extrapesados Meteor.

De acordo com o executivo, as contratações são necessárias para assegurar as entregas programadas até os primeiros meses de 2021. "A se confirmar o controle da pandemia, o crescimento do agronegócio e, quem sabe, um programa de renovação de frota, o ano que vem tem tudo para nos animar", comentou Cortes.

Segundo ele, o mercado, ainda que com volumes baixos, está melhor do que o previsto no início da pandemia. "A recuperação está acontecendo melhor do que esperávamos", assinalou o executivo.

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