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Volkswagen paralisa todas as fábricas no Brasil por falta de semicondutores

Unidades de São Bernardo do Campos e São Carlos, em São Paulo, vão parar por dez dias a partir do dia 21; em Taubaté e São José dos Pinhais (PR) produção está suspensa desde segunda-feira

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2021 | 16h29

A Volkswagen confirmou nesta sexta-feira, 11, que terá de paralisar a produção nas fábricas de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e de São Carlos, no interior de São Paulo, por causa da falta de semicondutores. A paralisação começa no dia 21 e se estenderá por dez dias. As unidades de Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR) estão paradas desde segunda-feira, 7, e o retorno estava previsto para o dia 21, mas, no caso da planta paranaense, a parada será estendida também até 1º de julho.

A empresa alega que a escassez de semicondutores está levando a vários gargalos de fornecimento em muitas indústrias globalmente e que o Grupo Volkswagen está sendo afetado em vários países, incluindo o Brasil, onde tem três fábricas de automóveis e uma de motores (em São Carlos). 

O grupo informa ainda que “novas paralisações não estão descartadas futuramente caso o cenário global de fornecimento de semicondutores permaneça crítico, impactando diretamente as atividades de produção da empresa no Brasil”.

Também no dia 21, a General Motors vai suspender a produção da planta de São Caetano do Sul (SP) por seis semanas devido à falta de componentes, mas também para adequar a linha de montagem para o início da produção de uma nova picape. A unidade de Gravataí (RS) está sem produzir desde abril e o retorno está previsto somente para meados de agosto.

Na Honda, as fábricas de Sumaré e Itirapina, ambas no interior de São Paulo, estão paradas desde quarta-feira e devem retomar atividades na segunda-feira. Já a Nissan interrompeu a produção em Resende (RJ) na segunda-feira e  nesta sexta-feira,  e repetirá a medida nos dias 17 e 18. A Hyundai suspendeu o terceiro turno de trabalho na fábrica de Piracicaba (SP) e a Renault, também de São José dos Pinhais, teve a produção interrompida por três dias nas últimas duas semanas. 

No início da semana, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, afirmou que as previsões de especialistas e fornecedores apontam para uma normalização no fornecimento do insumo somente em 2022. Segundo ele, a tendência é que novas interrupções limitem  a produção das montadoras no segundo semestre.

O setor automotivo estima uma perda de  3% a 5% da produção global de veículos neste ano. / COLABOROU EDUARDO LAGUNA

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