Volta Redonda quer usar terras da CSN para abater dívidas

A cidade de Volta Redonda quer utilizar terras da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para a realização de uma política industrial. A Câmara de Vereadores já aprovou, e a Prefeitura deveráencaminhar nos próximos dias ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) uma proposta para que o banco receba parte das terras da empresa como abatimento de dívidas e as utilize para desenvolver a região.Segundo o vereador pelo PPS e presidente do Sindicato dos Engenheiros de Volta Redonda, João Thomaz (PPS), a proposta foi aprovada por unanimidade na Câmara no início de outubro e seráencaminhada para análise do banco até esta quinta-feira, ao superintendente do BNDES JorgeCalache Filho.A CSN foi informada sobre a proposta da Câmara, mas preferiu não se posicionar oficialmente sobre o assunto. A empresa está em meio ao processo denegociação para fusão com a siderúrgica anglo-holandesa Corus.Na avaliação do vereador, a medida permitiria corrigir um erro do passado. Para ele, a permuta dos terrenos iria ?propiciar espaço e condições favoráveis para o crescimento e desenvolvimento do município, reparando um erro no processo de privatização quando a preocupação primordial era assegurar os direitos dos trabalhadores deixando passar desapercebidas as terras não utilizadas pela planta industrial da CSN?.Thomaz também informou que o projeto leva em conta a utilização de áreas nas quais a siderúrgica não tenha interesse para futuras expansões ou instalações ?relacionadas com seus objetivos industriais?.Ele afirma que, na prática, a cidade de Volta Redonda surgiu em função da siderúrgica, que absorveu boa parte das terras. Ele também argumenta que o assunto deve ser tratado antes da conclusão do negócio entre a siderúrgica nacional e a Corus, que tem maior interesse na mina de ferro da CSN, afirma. ?Quando a CSN virar multinacional vai ficar mais difícil?, completou Thomaz.

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