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Voltz deve iniciar ainda este ano produção de scooters elétricas

Executivo da companhia diz que vai manter planos de ter uma linha de montagem no Brasil

Entrevista com

Renato Villar, fundador da Voltz

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2020 | 05h00

Criada há pouco mais de dois anos pelo administrador de empresas Renato Villar, de 32 anos, a Voltz distribui sua scooter elétrica e-V1 apenas via online. A motocicleta é montada em Recife (PE), onde está a sede da empresa, com componentes importados da China. O modelo custa R$ 9 mil à vista ou R$ 9,9 mil em 12 parcelas.

Com o aumento da demanda nos últimos meses, Villar abriu o primeiro showroom próprio em novembro e tinha contratos para inaugurar dez franquias neste mês e em abril, inclusive em São Paulo. O surto de coronavírus atrapalhou a agenda, mas o executivo acredita que será possível recuperar os projetos nos próximos meses. Ele também aguarda para o próximo mês a liberação da Suframa para uma linha de montagem em Manaus. “Aí passaremos a comprar mais peças no Brasil e o preço da scooter poderá cair. O plano é que esteja pronta no segundo semestre.”

Qual será a capacidade da fábrica?

Inicialmente serão 22 mil unidades ao ano com investimentos entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões.

Quantas e-V1 já foram vendidas?

Vendemos 552 unidades, mas os números mensais estão crescendo. Em fevereiro foram vendidas 175 e para este mês a previsão era de 250, mas agora não sabemos se será possível por causa dessa situação do coronavírus. A expectativa para o ano todo é de 8,4 mil unidades. Há muitos consumidores preocupados com a mobilidade urbana e muitas pessoas estão trocando o carro por scooters elétricas. 

Qual a vantagem da scooter elétrica?

O modelo que oferecemos tem bateria portátil. Dá para carregar em casa em quatro horas e tem autonomia para rodar 60 km.

Como está a programação para as lojas físicas?

Na verdade são showrooms instalados em grandes e confortáveis contêineres onde o consumidor pode ver o produto, acessórios, fazer teste drive e também serviços de oficina. Temos seis unidades próprias no Nordeste, onde começamos o negócio. Tínhamos dez contratos de instalação para este mês, mas só uma parte será instalada. A outra ficou para abril, mas talvez tenhamos de rever o cronograma.

Há planos para mais unidades no País?

Temos uma lista com 223 interessados em abrir franquias no Brasil todo. Mesmo com os showrooms, a efetivação da compra continuará sendo 100% online. A entrega é feita por transportadora na casa do cliente.

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