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Volume de CPFs cresce 30% em quatro anos, afirma Meirelles

Segundo o presidente do BC, dado expressa aumento do número de pessoas com acesso ao sistema bancário

LEONENCIO NOSSA, Agencia Estado

28 de outubro de 2009 | 12h56

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira, 28, que o número de pessoas no Brasil com acesso ao sistema bancário tem aumentado nos últimos anos. Segundo ele, houve um crescimento de 30% do número de Cadastros de Pessoas Físicas (CPFs) com acesso ao sistema financeiro nos últimos quatro anos - passou de 84 milhões em 2005 para 108,8 milhões em 2009.

Meirelles ressaltou também que as famílias de baixa renda não sofreram com a crise financeira mundial que começou há um ano. Uma prova disso, segundo ele, foi a elevação das vendas dos supermercados no período. A crise, afirmou ele, teve um impacto maior na área de bens duráveis e exportação. Ressaltou também que houve um aumento das operações de crédito. Segundo ele, as operações de crédito saíram de um patamar de 21,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2003 para o recorde de 45,7% do PIB em setembro de 2009.

Em palestra sobre "Bancarização como Mecanismo de inclusão Social", Meirelles mostrou que também o acesso da população no Brasil a caixas eletrônicos é maior que em outros países. Segundo ele, no Brasil existem 32 caixas eletrônicos para cada 100 mil habitantes. É o maior porcentual na América Latina, ressaltou. No Chile são 31 caixas eletrônicos para cada 100 mil habitantes, no México são 24, na Argentina 19, na Venezuela 17 e na Colômbia 126. "É importante o projeto de inclusão financeira, um mecanismo importante na melhoria da qualidade de vida da população", afirmou.

Em sua palestra, Meirelles disse que "a inflação sempre foi a responsável pela erosão da renda no Brasil". Ele afirmou que considera importante o desenvolvimento das microfinanças pois é um fator para o desenvolvimento do crédito e para a luta contra a pobreza. Meirelles citou ainda estudo da Serasa que prevê que o cadastro positivo poderia incluir 26 milhões de pessoas que hoje estão excluídas do acesso ao crédito. O cadastro positivo permitirá, segundo ele, que as instituições financeiras tenham informações sobre o que foi pago em dia.

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