Volume de crédito aumenta e juros caem pouco, indica BC

As operações de crédito do sistema financeiro aumentaram 2% no mês de outubro e totalizaram R$ 575,620 bilhões, o que corresponde a 30% do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todas as riquezas produzidas no país nos últimos 12 meses, atualmente estimadas em R$ 1,890 trilhão. Do volume de créditos, R$ 555,741 bilhões foram usados pela iniciativa privada (empresas e pessoas físicas) e apenas R$ 19,879 bilhões pelos órgãos públicos. Mais uma vez o crescimento das operações de crédito foi liderado pelos empréstimos pessoais, que aumentaram 2,5% no mês, apesar da taxa média de juros de 61,7%, ligeiramente menor que os 62,1% praticados no mês anterior. Os números constam do relatório de outubro sobre Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro, divulgado hoje pelo chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Luiz Sampaio Malan. Ele disse que todas as modalidades de juros baixaram no crédito pessoal, ao contrário do financiamento empresarial, onde a taxa média passou de 33,3% para 33,4%. Segundo Malan, as taxas nas operações com cheque especial caíram de 148,8% para 148,6% ao ano, enquanto o crédito pessoal passou de 70,6% para 70,3%, a taxa do financiamento de veículos cedeu de 35,9% para 35,6% e o crediário para aquisição de eletro-eletrônicos, de 59,9% para 59,1% ao ano. Esta foi a modalidade em que os juros caíram mais, de modo a estimular as vendas de fim-de-ano, disse Malan. Malan destacou que o crédito consignado continua impulsionando os financiamentos pessoais, em razão de os juros serem quase metade daqueles cobrados no crédito pessoal, embora tenha subido de 37% para 37,2% em outubro, talvez em razão da grande procura. Enquanto as operações de empréstimo bancário aumentaram 15,2% no ano, os créditos para desconto em folha de pagamento cresceram 76,8% no mesmo período. Juros para empresas Os juros anuais cobrados das empresas tiveram incremento de 43,5% para 44,3% no desconto de duplicatas; de 54,3% para 55,2% na cobrança de promissórias; de 38% para 38,7% no capital de giro; e de 70,5% para 70,6% na conta garantida. A única modalidade de financiamento para pessoa jurídica que caiu no mês foi a aquisição de bens, com baixa de 29,6% para 28,6% ao ano. O spread (diferença entre o que o banco paga aos aplicadores e cobra dos clientes) aumentou de 14,1% para 14,5% nas operações com empresas, e caiu de 44,1% para 43,9% nos empréstimos pessoais. A inadimplência teve comportamento estável em outubro: passou de 2% para 1,9% nas operações com pessoas jurídicas, e aumentou de 6,4% para 6,5% nas transações com pessoas físicas. As informações são da Agência Brasil.

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