Volume de negócios em Bolsa via Internet ainda é baixo

As negociações via Internet ainda não respondem por mais de 8% das operações efetuadas no mercado de capitais brasileiro. Inibido pela falta de liquidez do mercado em geral e pelo reduzido apetite dos pequenos investidores pelos negócios em bolsa, o "home broker" da Bovespa, inaugurado em julho de 1999, respondeu em junho por apenas 7,68% do total das operações executadas na instituição e 1,2% do volume negociado. "A média do investidor brasileiro é de 50 anos e ele prefere negociar pelas corretoras", diz o presidente do Sindicato dos Corretores do Rio de Janeiro, Francisco Elias. "A expansão da Internet no mercado de capitais depende da massificação desse mercado, com a atração de pequenos investidores", emenda o professor de estratégia financeira do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Hélio França. Segundo ele, os sites criados para negociações de investimentos via Internet, como Investshop e IG Finance, estão bem posicionados para quando ocorrer essa massificação. "Os grandes investidores sempre vão preferir os benefícios que já têm com os corretores", disse. França lembra que os investidores estrangeiros ou institucionais, como os fundos de pensão, trabalham com volumes grandes de negócios e, em conseqüência, conseguem baixas taxas de corretagem. Os pequenos investidores, que ao contrário dos grandes conseguem negociar com custos menores na Internet, preferem se manter fora do mercado devido à reduzida liquidez atual. "O potencial desse mercado é muito maior do que a utilização atual, o futuro é promissor", acredita França.

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