JF Diorio/Estadão
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Inflação e renda menor derrubam serviços prestados às famílias

Segmento teve retração de 6,7% no volume em setembro, ante igual período do ano anterior, e acumula variações negativas há 16 meses

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

17 de novembro de 2015 | 09h16

Atualizado às 11h20

RIO - A inflação e o recuo na renda afetaram o desempenho dos serviços prestados às famílias no País, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O segmento de Serviços prestados às famílias teve retração de 6,7% no volume em setembro ante igual mês do ano anterior, após já ter recuado 8,2% em agosto e 1,9% em julho. O resultado do último mês manteve a sequencia de variações negativas iniciada em junho de 2014. 

No ano, os serviços prestados às famílias já diminuíram 5%. No acumulado em 12 meses, a queda foi de 4,5%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços, que apontou uma queda de 4,8% no volume geral de serviços prestados no País - o maior recuo desde o início da série, em 2012.

O IBGE lembrou que, em setembro ante setembro de 2014, houve redução de 4,3% no rendimento médio real habitual e queda de 6,1% na massa de rendimento médio real habitual dos trabalhadores ocupados, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego.

"Combinado com a variação de preços do item 'alimentação fora do domicílio' acima da média global do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro, (a renda e a massa de salários) contribuíram para que o volume dos Serviços prestados às famílias recuasse 6,7%", apontou o IBGE. 

Com o resultado de setembro, o volume geral de serviços prestados no País acumula queda de 2,8% no ano. Em 12 meses, o recuo é de 1,8%. Já a receita bruta nominal ficou estável (0,0%) em setembro ante igual mês de 2014. 

Crise. O economista Fábio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), afirmou que a redução de 4,8% no volume de serviços prestados em setembro confirma o agravamento da crise do setor. "Esta é a maior queda da série história, e não é algo pontual, porque foi a sexta queda seguida e a oitava do ano", disse.

Segundo ele, é difícil vislumbrar uma recuperação do desempenho de serviços com o cenário atual como pano de fundo - que inclui recessão, inflação ainda alta e níveis extremamente baixos de confiança.

"Isso dá continuidade a este ciclo negativo da economia, de demissão, diminuição de renda das famílias, queda no consumo, etc. O setor de serviços é o que tem mais potencial para retroalimentar a crise, pois é o maior empregador", avaliou.

Embora ainda não faça uma projeção oficial da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, Bentes se arrisca a estimar uma redução de 3% em 2015. "Estamos caminhando para a primeira queda anual. Em 2012 tivemos alta de 4,3%, em 2013 o dado ficou positivo em 4,1% e, em 2014, o setor cresceu 2,5%. No acumulado deste ano, o volume de serviços prestados acumula queda de 2,8%", disse.

Segundo o economista, os dados do IBGE deixam claro que a crise não é pontual e muito menos localizada. "Todas as regiões do Brasil estão registrando queda no setor no acumulado do ano. Somente três Estados brasileiros registram resultado positivo", explicou.

(Com informações de Gabriela Lara, da Agência Estado)

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