Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Volume de serviços prestados cai 0,5% em junho ante maio

Com o resultado de junho, o volume de serviços prestados acumulou queda de 4,9% no ano e recuo de 4,9% em 12 meses

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2016 | 09h32

RIO - O volume de serviços prestados recuou 0,5% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com junho do ano anterior, houve recuo de 3,4%, já descontado o efeito da inflação, maior queda para meses de junho da série histórica, iniciada em 2012. Em maio ante abril deste ano, a taxa com ajuste sazonal foi revisada de -0,1% para +0,2%.

Desde outubro de 2015, o órgão divulga índices de volume no âmbito da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Antes disso, o IBGE anunciava apenas os dados da receita bruta nominal, sem tirar a influência dos preços sobre o resultado. Por esse indicador, que continua a ser divulgado, a receita nominal subiu 0,6% em junho ante igual mês de 2015. Com o resultado de junho, o volume de serviços prestados acumulou queda de 4,9% no ano e recuo de 4,9% em 12 meses.

Embora a desaceleração da queda ante 2015 no volume de serviços na passagem de maio para junho seja um sinal de melhora, o aumento do desemprego e a queda no poder aquisitivo da população estão prejudicando o segmento de serviços prestados a famílias. A avaliação é de Roberto Saldanha, analista da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda de 7,5% nesse segmento, em junho sobre junho de 2015, foi a maior nessa base de comparação desde agosto de 2015, quando o tombo foi de 8,2%. "Os serviços prestados a famílias continuam em queda, pois são sensíveis ao desemprego e (à queda no) poder aquisitivo das famílias", afirmou Saldanha.

Apesar da queda mais intensa, o segmento dos serviços prestados exclusivamente a famílias pesa apenas 4% no total das atividades medidas pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, informou Saldanha. Aí estão incluídos serviços como hotelaria, bares e restaurantes. Os serviços de informação e comunicação (cerca de 35%) e transportes e correio (30%) são os mais relevantes para a PMS. Embora destinem uma parcela de sua atividade para as famílias, esses segmentos respondem sobretudo à demanda de outras empresas, explicou Saldanha.

A série da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) foi iniciada em janeiro de 2012. A divulgação de hoje foi a segunda a trazer dados com ajuste sazonal (que permitem a análise do mês contra o mês imediatamente anterior), porque, segundo o IBGE, a dessazonalização necessitava de uma série histórica de aproximadamente quatro anos. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.