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Volume de serviços têm primeira queda desde março, diz IBGE

Serviços prestados teve redução de 0,8% em julho ante junho; IBGE diz que a queda foi pontual, não significa que houve alguma reversão de tendência, tampouco que haja trajetória de recuperação

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2017 | 09h29

RIO - A queda de 0,8% registrada pelo setor de serviços na passagem de junho para julho foi o primeiro resultado negativo desde março, quando tinha encolhido 2,3%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Na comparação com julho do ano anterior, houve redução de 3,2% em julho deste ano, já descontado o efeito da inflação. A taxa acumulada pelo volume de serviços prestados no ano ficou negativa em 4,0%, enquanto o volume acumulado em 12 meses registrou perda de 4,6%.

O resultado foi o mais negativo para meses de julho na série com ajuste sazonal - na comparação com o mês imediatamente anterior -, iniciada em 2012. "O setor de serviços não está com crescimentos constantes, eles vêm sendo interrompidos por quedas pontuais", afirmou Roberto Saldanha, analista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

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Segundo Saldanha, a queda no setor de serviços em julho foi pontual, não significa que houve alguma reversão de tendência, tampouco que haja trajetória de recuperação.

"Os dados evidenciam que o setor ainda não está em recuperação. Para recuperar, tem que ter um crescimento mais robusto da indústria, porque só a indústria pode puxar o setor de serviços, e o setor público também, através de contratações e terceirização", avaliou Saldanha.

O pesquisador acredita que o próprio ajuste fiscal conduzido pelos governos federal, estaduais e municipais poderia ajudar o desempenho do segmento de serviços, caso haja uma terceirização.

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"Nesse problema da crise fiscal, a tendência é o governo, em vez de aumentar a contratação própria, optar por terceirizar. Terceirizando o corte de despesa é mais fácil. A terceirização no setor público pode alavancar os serviços", previu.

O segmento de serviços prestados às famílias registrou um avanço de 0,9% na passagem de junho para julho.  Os demais resultados, porém, foram negativos entre as atividades pesquisadas: Outros Serviços, -2,8%; Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, -0,9%; Serviços profissionais, administrativos e complementares, -2,0%; e Serviços de informação e comunicação, -0,8%.

O agregado especial das Atividades turísticas apresentou redução de 2,1% em julho ante junho. 

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