Sérgio Castro/Estadão
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Volume de serviços prestados sobe em abril, mas cai na comparação anual

Em comparação com março, aumento foi de 1,0%, mas em relação ao mesmo mês de 2016, o índice mostra recuo de 5,6%

Vinícius Neder, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2017 | 09h11

RIO - O volume de serviços prestados teve alta de 1,0% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, informou nesta quarta-feira, 14, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o melhor desde março de 2016, quando a alta ante o mês imediatamente anterior foi de 1,2%. 

Na comparação com abril do ano anterior, houve redução de 5,6% em abril deste ano, já descontado o efeito da inflação. É o pior desempenho nessa base de comparação para meses de abril da série da PMS, iniciada em 2012.

A taxa acumulada pelo volume de serviços prestados no ano ficou negativa em 4,9%, enquanto o volume acumulado em 12 meses registrou perda de 5,0%.

Segundo Roberto Saldanha, analista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, como a taxa em 12 meses segue no mesmo nível de queda nos últimos meses, não é possível falar em recuperação do setor de serviços em abril. "O setor é o último a entrar na crise e também é o último a sair", disse Saldanha. 

Desde outubro de 2015, o órgão divulga índices de volume no âmbito da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Antes disso, o IBGE anunciava apenas os dados da receita bruta nominal, sem tirar a influência dos preços sobre o resultado.

Por esse indicador, que continua a ser divulgado, a receita nominal subiu 0,5% em abril ante março. Na comparação com abril do ano passado, houve queda na receita nominal de 0,4%.

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Transporte. Na passagem de março para abril, os serviços de transporte foram destaque na alta do setor. Somente os serviços de transporte avançaram 1,0% na mesma base de comparação. 

Em abril, a produção agropecuária, em meio à expectativa com uma supersafra este ano, ajudou no impulso. Saldanha chamou atenção para o avanço na prestação de serviços de transporte aquaviário, de 19,5% ante abril de 2016 e de 6,6% ante março.

 

"Crescimento dos serviços de transporte aquaviário reage à alta nas exportações", disse o pesquisador do IBGE, ressaltando que aí não há efeito apenas da safra agrícola. "Quando a produção industrial aumenta, a demanda por transportes de cargas é tanto na entrada quanto na saída de produtos", completou Saldanha.

Os Serviços prestados às famílias e Serviços profissionais, administrativos e complementares não apresentaram crescimento e os segmentos de Serviços de informação e comunicação e Outros Serviços registraram quedas de 0,2% e 5,8%, respectivamente. O agregado especial das Atividades turísticas apresentou recuo de 2,0% na comparação com o mês imediatamente anterior.

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