Volume de vendas do comércio cresce 2,35% em janeiro

O volume de vendas no comércio varejista cresceu 2,35% em janeiro, na comparação com o mês anterior, enquanto, no mesmo período, a arrecadação aumentou 2,17%. Tomando como base janeiro de 2005 o crescimento das vendas foi de 6,54%, enquanto a receita aumentou 9,47%. É isso o que aponta pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já com ajuste sazonal, mostrando que o comércio no varejo cresceu pelo quarto mês consecutivo.A variação positiva no volume de vendas manteve a tendência de crescimento do varejo iniciada em outubro de 2005. Ainda na análise, calculada para quatro das oito atividades que compõem o setor, houve resultados positivos em termos de volume para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com 5,97%; Tecidos, vestuário e calçados, com 0,32%; e Móveis e eletrodomésticos, com 1,68%. Combustíveis e lubrificantes teve resultado negativo, retraindo 2,33%; assim como Veículos, motos, partes e peças, com queda de 9,74%.Já na comparação com janeiro do ano passado, o resultado foi melhor. Isso porque sete das oito atividades tiveram aumento no volume de vendas: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com 4,85%; Móveis e eletrodomésticos, com 12,60%; Tecidos, vestuário e calçados, com 8,21%; Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com 8,66%; Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com 112,77%; Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com 26,02%; e Livros, jornais, revistas e papelaria, com 7,63%. A variação negativa foi sentida pelo setor de Combustíveis e lubrificantes, que perdeu 8,62% de seu volume de vendas no período.ImpactoNa comparação com janeiro do ano passado, o maior impacto positivo coube a Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. O Aumento de 4,85% registrado pelo setor é o mais desde setembro de 2005. Segundo o IBGE, esta melhora é um resultado tanto do aumento do nível de ocupação quanto no rendimento médio real em relação a janeiro de 2005, conforme indicou a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). O segundo maior impacto no período coube ao segmento de Móveis e eletrodomésticos. O instituto explicou o resultado do grupo foi uma resposta às condições favoráveis de crédito ao consumo e empréstimos consignados em folha de pagamento. Em seguida, veio o setor de Outros artigos - que é composto por segmentos, como lojas de departamentos, óticas, artigos esportivos, brinquedos. No quarto lugar de maior impacto veio Materiais para escritório, informática e comunicação; seguido por Tecidos, vestuário e calçados. Vendas de janeiro (ante janeiro de 2005)Comércio varejista6,54%Combustíveis e lubrificantes-8,62%Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo4,85%Tecidos, vestuário e calçados8,21%Móveis e eletrodomésticos12,60%Artigos farmacêuticos, medicamentos, ortopédicos e de perfumaria8,66%Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação112,77%Livros, jornais, revistas e papelaria7,63%Outros artigos de uso pessoal e doméstico26,02%Veículos, motos, partes e peças0,09%Material de construção-2,15%QuedaA diminuição nas vendas apresentadas pelo grupo de Combustíveis e lubrificantes em janeiro fez com que o setor registrasse o 13o mês de queda no volume de vendas. Segundo o IBGE, o comportamento que se deve principalmente à elevação acima da média dos preços dos combustíveis. Nos últimos 12 meses, a queda já chega a 7,97%.Avaliação por estadoDos 26 estados pesquisados mais o Distrito Federal, 24 locais tiveram resultados positivos no volume de vendas na comparação com janeiro de 2005. Os maiores crescimentos foram registrados no Tocantins, que vendeu 47,82% a mais; Sergipe, com aumento de 39,15%; Amapá, com 35,14%; Roraima, com 30,95%; e Piauí, com 28,68%. Para janeiro, o Sul foi a região marcada pela queda nas vendas do comérico varejista. Isso porque, segundo o IBGE, o Paraná perdeu 5,91% de seu volume de vendas; Santa Catarina, 3,37%; e Rio Grande do Sul, 3,36%. Este texto foi atualizado às 11h54.

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