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Volume maior compensa a queda das cotações

Embora o resultado da balança comercial em outubro obedeça ao mesmo padrão observado nos últimos meses – queda maior das importações que das exportações –, vale notar que as vendas externas apresentaram em outubro a menor redução mensal em valor (-4%) em 2015 em relação ao mesmo mês do ano anterior, alcançando US$ 16,05 bilhões. Já as importações registraram recuo forte, de 21%, não passando de US$ 14,05 bilhões. Com saldo de US$ 1,99 bilhão no mês, a conta de comércio acusa superávit de US$ 12,24 bilhões em 2015. É um dos raros dados positivos da economia neste ano, mas decorrente da crise, que comprimiu fortemente as importações.

O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2015 | 02h55

Os números revelam o esforço feito pelos exportadores de commodities agrícolas e minerais para compensar, por meio do aumento substancial de volume, a queda das cotações internacionais. Em média, a quantidade exportada teve aumento de 9%, tendo contribuído para isso, principalmente, as vendas de soja, milho, celulose e petróleo.

As exportações de milho, por exemplo, podem bater recorde em quantidade, já tendo atingido 17,9 milhões de toneladas. As vendas de petróleo em bruto também se destacam, tendo o volume exportado crescido 51,7% nos dez meses de 2015, período em que os preços internacionais caíram 50%.

A desvalorização do real, é óbvio, ajuda muito, embora ainda não se tenha feito sentir de forma mais acentuada sobre as vendas de produtos manufaturados. Nessa área, o fato mais relevante é um certo impulso nas vendas de automóveis para a Argentina, que tiveram uma alta mensal de 4%, a primeira em quase dois anos. O dado poderia ser mais promissor, não fosse o clima político-econômico na Argentina, em processo eleitoral.

Do lado das importações, o pronunciado recuo evidencia, além da crise – que reduz as compras de matérias-primas e de bens intermediários e de capital –, que o comércio está esperando um Natal muito fraco, preferindo não renovar estoques, o que, normalmente, já deveria estar ocorrendo nesta época.

Há incertezas, podendo a greve dos petroleiros prejudicar a exportação de óleo bruto. É possível, ainda assim, que o saldo comercial alcance US$ 15 bilhões no fim de 2015. Ao lado da redução que vêm sofrendo as contas de serviços e rendas, é possível que o déficit em transações correntes do balanço de pagamentos fique por volta de US$ 65 bilhões, como projeta o Banco Central.

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