DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Votação da meta é primeiro teste para governo e Legislativo, diz Temer

Presidente em exercício disse ainda que se sentia envaidecido pelo fato de alguns afirmarem que ele está instituindo uma espécie de semiparlamentarismo no País

O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2016 | 11h05

BRASÍLIA - O presidente em exercício Michel Temer afirmou nesta terça-feira, 24, que a votação da ampliação da meta, prevista para acontecer hoje, é o primeiro texto para o governo e para o Legislativo. "É interessante que se não fosse o clima ainda existente do País não seria de uma gravidade absoluta a eventual transferência da votação de hoje para amanhã, mas é que as coisas estão postas de uma maneira que todos querem testar as instituições nacionais", disse, durante abertura de reunião de líderes da base no Congresso, no Palácio do Planalto. 

Em sua fala, que foi transmitida por um telão para jornalistas, Temer salientou que se sentia envaidecido pelo fato de alguns afirmarem que ele está instituindo uma espécie de semiparlamentarismo. "Significa que estamos reinstitucionalizando o País", afirmou, ressaltando aos líderes que estavam "governando juntos". 

Temer disse que lamentava o comportamento de alguns opositores que "muitos propuseram a modificação da meta hoje anunciam que vão tentar tumultuar os trabalhado para tentar impedir a votação". "Isso revela, aos olhos de quem vê o país como finalidade e não um governo ou um partido, a real discordância com a tranquilidade institucional do País", afirmou. 

O presidente em exercício ponderou que o papel da oposição era importante e não estava se queixando. "A oposição nas democracias existe para ajudar a governar", disse. Ele afirmou que há dois movimentos - um em que partidos se controvertem para chegar ao poder e depois que assumem "todos devem trabalhar pelo bem comum". 

Em uma crítica ao governo da presidente afastada Dilma Rousseff, Temer afirmou que o projeto original da meta não foi redigido por sua equipe. "Foi remetido por quem estava no governo, nós apenas tivemos ontem que rever o montante do déficit", afirmou. Na revisão da meta, o governo alterou o déficit de R$ 96 bilhões para R$ 170,5 bilhões. (Adriana Fernandes, Carla Araújo, Eduardo Rodrigues e Murilo Rodrigues Alves)

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