Votorantim Cimentos anuncia 8 novas fábricas no Brasil

A partir de 2013, companhia terá 35 fábricas e capacidade produtiva de 42 milhões de toneladas de cimento

Chiara Quintão, da Agência Estado,

27 de abril de 2010 | 10h43

A Votorantim Cimentos anunciou nesta terça-feira, 27, oito novas fábricas de cimento no Brasil, que consumirão investimento de R$ 2,5 bilhões. As unidades serão construídas nos Estados do Paraná, Bahia, Ceará, Maranhão, Goiás, Mato Grosso e Pará (com duas fábricas).

 

As novas fábricas fazem parte de investimentos de R$ 5 bilhões da Votorantim Cimentos para o período de 2007 a 2013, compreendendo 22 unidades. A intenção da companhia é "se antecipar à crescente demanda por materiais básicos de construção no Brasil para manter o pleno abastecimento do mercado atual e futuro", conforme nota. Dessas 22 novas fábricas, nove estão em operação e cinco em construção.

 

Até 2013, a Votorantim terá capacidade de produção de 42 milhões de toneladas a partir de 2013, quando somará 35 fábricas.

 

O número total de fábricas chegaria a 38 em 2013 se não fossem consideradas as três que serão entregues à Lafarge em julho em troca de 17% de participação na Cimpor.

 

Empresa continua em busca de ativos no exterior

 

O presidente da Votorantim Cimentos, Walter Schalka, afirmou que a empresa continua buscando ativos no exterior. No primeiro trimestre, a Votorantim adquiriu 21,2% de participação na Cimpor. "A internacionalização será gradual, de acordo com oportunidades que surjam", disse o executivo. Segundo Schalka, a negociação para a compra da participação da Lafarge na Cimpor foi feita durante mais de um ano.

 

A Votorantim Cimentos está de olho nos mercados da Europa, Ásia e África. "A Cimpor será uma plataforma para isso", afirmou. A América do Norte também é uma região de interesse da empresa.

 

Nesta quinta-feira, os novos conselheiros tomarão posse na Cimpor, entre eles, Schalka. Conforme o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Votorantim e Camargo Corrêa estão impedidas de participar na Cimpor Portugal de qualquer decisão sobre a Cimpor Brasil. O acordo é para preservar a concorrência no mercado de cimento brasileiro, até que o Cade julgue o mérito da questão. "Votorantim e Camargo Corrêa terão de sair da sala para qualquer decisão referente ao Brasil", disse o presidente da Votorantim Cimentos.

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