Votorantim não vê surpresa em saldo de emprego

A economista do Banco Votorantim Cristiane Quartaroli disse nesta segunda-feira que o saldo líquido de empregos criados com carteira assinada no Brasil em junho, de 120.440 vagas - pouco abaixo do que o mercado esperava -, "está de acordo com o nível de atividade da economia nacional no momento". "O saldo de empregos formais está em desaceleração desde o começo do ano por causa da queda da atividade econômica de forma geral", disse. "Não vejo o resultado de junho como catastrófico."

WLADIMIR D'ANDRADE, Agencia Estado

23 de julho de 2012 | 12h01

De acordo com a economista, a indústria foi a maior responsável por o saldo líquido de junho ter ficado abaixo das estimativas coletadas pelo AE Projeções com 13 instituições do mercado financeiro - o grupo projetava de 125 mil a 166 mil novos postos de trabalho no mês passado. Para ela, a indústria teve mais influência do que a desaceleração na criação de vagas em serviços.

A indústria criou 9.968 postos de trabalho a mais do que demitiu em junho, enquanto serviços gerou 30.141. "O que está puxando a economia para baixo é o setor produtivo", afirma. Cristiane lembra também que em junho o saldo líquido de criação de empregos é normalmente afetado pela queda no número de contratações na indústria e nos segmentos de educação e administração pública.

Para a economista, os dados de emprego formal devem continuar ruins nos próximos dois ou três meses. "Já a médio e longo prazos devemos observar os efeitos das políticas monetárias, com uma recuperação da economia no fim do ano e início de 2013", avaliou.

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