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''''Vou me aposentar. Mas daqui a nove anos''''

Washington Olivetto define a sucessão na agência W/Brasil

Marili Ribeiro, São Paulo, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2025 | 00h00

Washington Olivetto, sócio-fundador da agência W/Brasil, tem um vasto currículo de iniciativas bem sucedidas no meio publicitário, sendo que muitas delas abriram novos caminhos no segmento. Ao anunciar o processo de sucessão que desenhou para si na W/Brasil, mais uma vez repete a ousadia que tanto preza e gosta de protagonizar.As agências de propaganda no Brasil, em geral, não têm tradição em ações sucessórias planejadas, procedimento que costuma ser comum em outros segmentos da economia.Olivetto deu largada ao projeto para o futuro da W/Brasil ontem, ao passar a presidência da agência para dois profissionais que atuavam na empresa há algum tempo: Paulo Gregoracci e Rui Branquinho. O primeiro passa a cuidar das áreas de mídia, sua origem profissional, e também da administração da operação e do atendimento aos clientes. Já Branquinho responderá pelos departamentos de criação, sua formação, e do planejamento das campanhas.O desligamento efetivo de Olivetto ainda vai levar nove anos para acontecer. E será lento, gradual e seguro, já que ele determinou que deixará de participar do dia-a-dia da agência apenas quando completar 64 anos. Idade que passará a ser limite para todos os profissionais que assumirem o comando do negócio. ''''Nessa época, meus filhos menores terão 12 anos e vou aproveitar para me dedicar a educá-los, viajando pelo mundo'''', planeja.Com o bom humor que lhe é característico, Olivetto aproveitou a promoção dos dois profissionais, que passam também a ser acionistas minoritários do negócio, e autodefiniu-se o ''''chairs-man'''' da agência.Com esse novo cargo, uma espécie de corruptela do posto de chairman, aplicado aos presidentes de conselhos de administração, Olivetto, na verdade, faz uma referência à prática adotada por ele mesmo, anos atrás, na W/Brasil. Para que pudesse participar do trabalho das equipes de criação da agência, em cada uma das mesas havia sempre disponível uma cadeira vazia para que Olivetto pudesse dar um pitaco, sempre que necessário, no desenvolvimento de uma campanha.''''Há cinco anos comecei a pensar no projeto de continuidade para a W, uma marca local que, pretendo, vai continuar sendo uma agência brasileira, apesar de todo o assédio para venda que sempre recebemos'''', diz ele. ''''Eu percebi que há um momento em que a gente deixa de ser valor agregado e se torna empecilho. Tenho de me preparar para esse momento.''''Desde a década de 80, quando começou a colecionar os 49 Leões conquistados no Festival de Cannes, Olivetto desenha uma carreira vitoriosa. A W/Brasil, fundada há 26 anos, deu origem ao grupo Praxis, que hoje detém 40% de participação em duas outras agências: Lew,Lara e Escala. Entre os planos de curto prazo do grupo estão a compra de uma empresa de internet, assim como um novo endereço em São Paulo para a sede da W/Brasil.

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