Vulcabras/Azaleia fecha seis fábricas na Bahia

Com a decisão, 1.800 trabalhadores podem perder emprego; grupo oferece recompensa ou opção de transferência

ELIANA LIMA, ESPECIAL PARA O ESTADO, SALVADOR, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2011 | 03h06

A indústria de calçados Vulcabras/Azaleia anunciou ontem o fechamento de seis fábricas na Bahia. São unidades situadas nos municípios de Potiraguá, Itarantim, Maiquinique, Ibicuí, Iguaí e Itati, nas regiões sul e sudoeste do Estado, onde eram produzidos cabedais de calçados esportivos. No total, 1.800 pessoas podem perder o emprego neste fim de ano.

Por meio de nota, a empresa informou que as demais unidades de produção na Bahia estão mantidas e que os empregados das unidades desativadas terão a opção de ser transferidos para as outras fábricas nos municípios de Itapetinga, Itambé, Macarani, Firmino Alves, Itaiá, Itororó e Caatiba e nos distritos de Bandeira do Colônia e Rio do Meio. Aqueles que decidirem por deixar a empresa receberão uma recompensa financeira, estimada em dois salários mínimos, além dos direitos trabalhistas.

Maior fabricante de artigos esportivos da América Latina, com 40 mil empregados, a empresa explica na nota que "a decisão foi tomada com base em estudo de redução de custos, visando possibilitar à empresa fazer frente à concorrência no mercado interno feita principalmente pelos calçados importados. Garante também que a produção total da Bahia não será afetada e que Itapetinga continuará sendo a principal unidade do grupo.

"Vale ressaltar que esta decisão não tem relação com a abertura da unidade fabril na Índia, que ainda está sendo viabilizada", destaca o presidente da companhia Milton Cardoso.

"A Bahia é a grande produtora de componentes para nossos calçados, abastecendo as fábricas do Sergipe (Frei Paulo) e parcialmente a fábrica do Ceará (Horizonte). Além disso, é da Bahia que sai a maioria dos tênis Olympikus, dos chinelos Opanka e uma boa parte dos nossos calçados femininos (Azaleia e Dijean)", completa a nota.

Conforme o sindicato da categoria, com sede na cidade de Itapetinga, desde o início de novembro já foram demitidos cerca de 1.500 trabalhadores de um total de 16 mil empregados baianos.

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