Wachovia fecha 3º tri com prejuízo recorde de US$ 23,9 bi

Perdas do banco estão relacionadas à crise financeira; instituição foi comparada pelo rival Wells Fargo

Reuters e Agência Estado

22 de outubro de 2008 | 10h13

O Wachovia Group informou nesta quarta-feira, 22, que amargou um prejuízo líquido de US$ 23,9 bilhões (US$ 11,18 por ação) no terceiro trimestre do ano, um recorde para qualquer banco dos Estados Unidos durante a crise global de crédito, ressaltando os desafios que o Wells Fargo terá que enfrentar depois de adquirir o rival.   Veja também: Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise    A instituição foi prejudicada por baixas contábeis de US$ 18,8 bilhões e outros encargos no valor de US$ 8,71 bilhões referentes ao aumento das reservas de crédito, à turbulência no mercado financeiro, a custos de recompras de títulos com rendimento definido em leilão e ao apoio a fundos expostos ao Lehman Brothers e a entidades ligadas ao governo.   Excluindo dividendos, o prejuízo líquido foi de US$ 23,7 bilhões, ou US$ 11,09 por ação. No terceiro trimestre do ano passado, o Wachovia havia registrado lucro líquido de US$ 1,62 bilhão (US$ 0,85 por ação). A receita caiu 23% nessa base de comparação, atingindo US$ 5,77 bilhões.   As provisões para perdas com crédito dispararam 1.525%, de US$ 408 milhões no terceiro trimestre de 2007 para US$ 6,63 bilhões em igual período deste ano. Frente ao registrado no segundo trimestre, o aumento foi de 19%. Os depósitos totais decresceram 6,5% no curso do trimestre.   "Embora esse tenha sido um trimestre desafiador, as operações principais do Wachovia continuam sólidas e nossa franquia segue excepcionalmente atraente", disse o executivo-chefe do grupo, Robert K. Steel. Na realidade, os resultados mostram o quão difíceis tornaram-se as condições do Wachovia, que justificaram apoio, pelas autoridades norte-americanas, à compra das operações bancárias do grupo pelo Citigroup. Essas autoridades chegaram à conclusão de que um possível colapso do banco representaria uma ameaça para o já frágil sistema financeiro dos EUA.   Mas a transação com o Citi não foi adiante, porque o Wells Fargo apresentou uma oferta muito maior por todo o Wachovia, avaliada em US$ 15,1 bilhões, e que não exigia a ajuda governamental. O diretor financeiro do Wells Fargo, Howard Atkins, disse que "as baixas contábeis de ativos, o aumento das reservas e outros itens (do balanço divulgado hoje) estão consistentes com nossos pressupostos de compra". As baixas contábeis, segundo o Wells Fargo, "não terão impacto sobre o capital tangível ou nosso planejado aumento de capital".   Os problemas atuais do Wachovia hoje advêm em larga medida da aquisição do Golden West Financial, há dois anos, por US$ 25,5 bilhões. A decisão lançou o banco nos mercados de hipotecas a taxas ajustáveis perto do pico do boom imobiliário. As informações são da Dow Jones.

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