Wal-Mart, Carrefour e Pão de Açúcar querem o Bompreço

As varejistas Wal-Mart, Carrefour e Pão de Açúcar estão estudando comprar a rede de supermercados Bompreço, da holandesa Ahold, mas não deverão apresentar ofertas até que a contabilidade do grupo holandês seja esclarecida, segundo a agência Dow Jones. Ao publicar hoje os resultados financeiros referentes ao segundo trimestre deste ano, a Ahold anunciou que vai adiar pela segunda vez a divulgação do balanço auditado de 2002. A nova equipe administrativa do grupo quer se certificar de que tem um conjunto definitivo de números para torná-los públicos.A apresentação dos números de 2002 é também uma condição para a liberação da segunda parcela de ? 915 milhões de uma linha de crédito de ? 2,65 bilhões que o grupo conseguiu. A insistência do principal executivo de operações interino do grupo, Dudley Eustace, de que a Ahold não vai precisar do parcela extra por causa do vigor de seu fluxo de caixa é reconfortante, e os bancos concordaram com o adiamento da publicação dos balanços de 15 de agosto para 30 de setembro.A Ahold tem um empréstimo conversível de ? 678 milhões que vence no fim do próximo mês. Mais preocupante que isso, entretanto, é o fato de que a equipe de Eustace está enfrentando mais dificuldades que o previsto para divulgar os números. A situação do balanço patrimonial da Ahold é igualmente importante, já que a companhia procurar reduzir a dívida de ? 12 bilhões. Esses pontos não são relevantes apenas para os investidores de olho nas ações e bônus da companhia, como também para os possíveis interessados em seus ativos.A Ahold precisa dar continuidade à venda desses ativos, para se livrar da perseguição dos bancos e concentrar o foco na equipe gerencial sobre os mercados mais importantes nos EUA e na Europa. Além disso, há outros problemas, que vão desde uma decisão judicial contrário à Disco, unidade argentina do grupo, ao lançamento de uma investigação criminal pela polícia holandesa sobre possível falsificação da contabilidade da Ahold relacionada a parcerias na Argentina, Brasil, Guatemala e Escandinávia. Nesse cenário, mesmo um conjunto negativo de resultados financeiros referentes a 2002 poderia significar um alívio para os investidores.

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