Wal-Mart lança novo plano de recompra de ações de US$15 bi

A maior rede de varejo do mundo, Wal-Mart, anunciou nesta sexta-feira um novo plano de recompra de ações no valor de 15 bilhões de dólares. A companhia divulgou ainda que os ganhos de participação de mercado obtidos durante a recessão são permanentes diante de um novo padrão de consumo em que os clientes buscam economizar.

NICOLE MAESTRI, REUTERS

05 de junho de 2009 | 14h15

"Deixe-me ser claro, e as pessoas me perguntam sobre isso o tempo o todo, nossos clientes permanecerão conosco quando essa economia se recuperar. E quando aumentarem os gastos, eles continuarão com o Wal-Mart. Eu prometo isso a vocês", disse o recém-empossado presidente-executivo da companhia, Mike Duke, a mais de 16 mil pessoas presentes em reunião anual da empresa.

"Nós estamos construindo fidelidade de longo prazo ao Wal-Mart."

As ações da empresa saltaram 18 por cento no ano passado, com investidores à procura de aplicações mais seguras em meio à crise financeira. Neste ano, contudo, os papéis do Wal-Mart caíram cerca de 10 por cento diante da procura dos investidores por melhores retornos.

Duke, em sua primeira reunião anual desde que assumiu a presidência da gigante em 1o de fevereiro, enfatizou que a companhia poderá manter seus novos clientes quando a economia começar a se recuperar.

O Wal-Mart está renovando lojas nos Estados Unidos para atrair consumidores de alta renda. A rede de varejo melhorou a oferta de itens de marca, acrescentando iPhones, da Apple, e roupas da estilista Norma Kamali.

"As melhorias que fizemos são permanentes e sustentáveis. Nós não voltaremos atrás", disse Duke. Ele afirmou que a crise econômica causou uma mudança fundamental nas atitudes dos consumidores e um "novo padrão" surgiu, no qual os clientes querem economizar dinheiro e mostram-se mais inteligentes na contenção de gastos.

RECOMPRA DE AÇÕES

O vice-presidente de finanças da companhia, Tom Schoewe, disse que o Wal-Mart aprovou um novo plano de recompra de ações de 15 bilhões de dólares para substituir o antigo de mesmo valor, sob o qual 3,4 bilhões de dólares ficaram remanescentes.

"O balanço hoje é mais forte do que há um ano", afirmou Schoewe a milhares de pessoas presentes na reunião anual. "Quantas companhias podem fazer essa afirmação?"

"Nós superamos a concorrência de novo e de novo, todo mês durante cinco trimestres consecutivos agora. Nós registramos melhor crescimento de vendas que o mercado", disse Eduardo Castro-Wright, vice-presidente do conselho responsável pelas operações norte-americanas da companhia.

Durante a apresentação para a imprensa na quinta-feira, o Wal-Mart afirmou que sua forte posição financeira implica que a empresa está bem colocada para aproveitar oportunidades de aquisição em países como Rússia e Argentina.

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