Wal-Mart manterá o nome Bompreço

O presidente da rede Wal-Mart Brasil, Vicente Trius, informou hoje que o nome Bompreço nos supermercados adquiridos no Nordeste será mantido. A empresa não pretende, neste primeiro momento, trocar a bandeira por Wal-Mart. A justificativa, segundo Trius, é a aceitação da marca no mercado regional. O presidente do Wal-Mart evitou detalhar os planos de expansão no Brasil, limitando-se a declarar que estava satisfeito com a aquisição da rede nordestina vendida pela holandesa Royal Ahold, numa operação concluída durante a última madrugada. Segundo o executivo, os negócios no Brasil ocupam a sexta posição em vendas do Wal-Mart no mundo. Trius afirmou que o foco da companhia em 2004 será o trabalho de integração das empresas. Segundo ele, serão preservados, neste primeiro momento, o quadro de funcionários, as lojas, a estrutura logística e a lista de fornecedores do Bompreço. Ele mencionou que os diversos formatos de lojas (hipermercados, supermercados e minimercados) da rede nordestina não serão problema para a empresa, que no Brasil opera principalmente com hipermercados. Trius alega que, em todo o mundo, o Wal-Mart administra lojas de vários portes. G.Barbosa Trius evitou fazer comentários sobre o destino da rede G.Barbosa, que também pertence à empresa holandesa, mas não foi adquirida pelo Wal-Mart nessa negociação e deve, portanto, ser negociada com outra empresa. Com a compra do Bompreço, o Wal-Mart Brasil passará a ter 143 lojas, sendo 118 oriundas da rede nordestina e 25 já abertas pelo Wal-Mart nos Estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Já a rede Bompreço atua nos nove Estados do Nordeste. O valor da transação girou em torno de US$ 500 milhões, sendo US$ 300 milhões relativos à rede Bompreço e US$ 200 milhões referentes à operação de cartão de crédito Hipercard. O Wal-Mart não quis informar se o pagamento pela aquisição será realizado no Brasil ou no exterior, nem se será à vista.

Agencia Estado,

01 Março 2004 | 18h00

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