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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Wall St e Vale levam Bovespa a maior nível em 4 semanas

A influência positiva de Wall Street sobre o setor financeiro doméstico e a expectativa de que a Vale seja menos impactada pela crise garantiram a terceira alta consecutiva da Bolsa de Valores de São Paulo. Com avanço de 2,44 por cento, o Ibovespa, principal índice do mercado acionário doméstico, alcançou os 41.108 pontos, o maior patamar desde 9 de janeiro. Repetindo a tendência recente, em que o giro financeiro tem crescido mais nos dias em que as ações se valorizam, o volume desta quarta-feira somou 4,35 bilhões de reais, acima da média diária das últimas semanas. Segundo profissionais do mercado, o otimismo foi balizado pela expectativa de que os congressistas norte-americanos aprovem o pacote fiscal proposto pelo governo Barack Obama para tentar aliviar os efeitos da crise sobre a economia. "O mercado está se antecipando a esse evento", disse Filipe Albert, analista de mercado da Tendências Consultoria. No meio da tarde, o rumor de que o governo também flexibilize uma regra que livraria os bancos da exigência de ter que marcar a mercado ativos que os fizeram registrar vários bilhões em baixas contábeis deu fôlego adicional aos mercados. Esse movimento espalhou otimismo para o setor financeiro, inclusive o doméstico. Itaú puxou a fila, subindo 4,3 por cento, para 24,41 reais, mas foi seguido por Bradesco e Banco do Brasil com avanços superiores a 3 por cento. Em outra frente, a notícia de que os preços do minério de ferro permaneciam estáveis, devido a novas compras do produto pela China renovaram as apostas de que a Vale terá que conceder um desconto menor do que o esperado no reajuste dos contratos. Foi o suficiente para alavancar a ação da mineradora para uma alta de 4,3 por cento, a 31,35 reais, na terceira sessão seguida de fortes ganhos. Ainda, o Banco Central anunciou que está pronto para usar parte das reservas internacionais para disponibilizar crédito a empresas brasileiras em dificuldades para renovar linhas de financiamento. Essa combinação de dados positivos ofuscou o pessimismo da manhã, quando o Ibovespa chegou a cair, com a notícia de que os novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA atingiram o maior patamar em 26 anos e as encomendas à indústria do país recuaram em dezembro, além dos prejuízos trimestrais reportados pelo Deutsche Bank. A nota negativa do dia foi novamente Rossi Residencial, perdendo 5,3 por cento, para 3,78 reais, depois de a companhia ter reportado uma derrocada de 49 por cento nas vendas na passagem do terceiro para o quarto trimestre de 2008. O UBS Pactual reduziu a recomendação das ações da construtora de comprar para neutra.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

05 de fevereiro de 2009 | 19h19

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