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Wall St reage com petróleo e patrocina nova alta do Ibovespa

O principal índice do mercado acionário brasileiro reverteu as perdas da abertura e terminou a quarta-feira em alta pelo segundo dia consecutivo, acompanhando a melhora das bolsas nos Estados Unidos e a disparada nos preços do petróleo.

PAULA LAIER, REUTERS

19 de agosto de 2009 | 17h42

O Ibovespa subiu 0,73 por cento, aos 56.156 pontos. O volume financeiro do pregão foi de 4,74 bilhões de reais.

"O mercado precisaria de uma realização (de lucros), mas segue firme com a presença de estrangeiro, embora o fluxo tenha diminuído um pouco, e de pessoa física na ponta compradora", observou Raffi Dokuzian, superintendente da Banif Corretora, em São Paulo. No ano, o Ibovespa acumula alta de quase 50 por cento.

Análise gráfica da Itaú Securities considera que o Ibovespa segue em tendência de alta, com resistência em 57.450 pontos. "Acima desta, renovará a força compradora para buscar o primeiro objetivo em 59.500 pontos. Em caso de realização, o mercado encontra um forte patamar em 54.900-54.500 pontos."

Pela manhã, a queda da bolsa na China minou o humor de investidores ao manter a apreensão sobre aquela economia, mas a divulgação de redução nos estoques de petróleo dos Estados Unidos fez a commodity disparar, o que beneficiou os pregões em Wall Street por meio do impacto sobre as ações de energia.

O Dow Jones fechou em alta de 0,66 por cento, enquanto o Standard & Poor's 500 avançou 0,69 por cento.

Na bolsa brasileira, a valorização do petróleo ajudou a blue chip Petrobras, embora em menor proporção. O papel da estatal subiu 1,49 por cento, a 32,80 reais, enquanto o barril do óleo apreciou-se quase 5 por cento.

OUTROS DESTAQUES

A ação da Vale, outra blue chip na bolsa, caiu 0,16 por cento, a 32,15 reais, pressionada negativamente pela queda dos metais no exterior --uma vez que os temores relativos à atividade chinesa não se dissipiram, mas apenas foram ofuscados nesta sessão pelo impacto do petróleo.

O setor de papel e celulose ajudou a equilibrar, com as ações da VCP e Aracruz liderando os ganhos do Ibovespa, em meio a notícias sobre o fechamento de fábricas de uma concorrente e expectativa de que um aumento nos preços de celulose seja anunciado em breve. VCP subiu 6,28 por cento, a 28,75 reais, e Aracruz ganhou 5,20 por cento, a 3,64 reais.

Os papéis da Eletrobras, por sua vez, apareceram entre os destaques de queda, com recuo de 2,2 por cento, a 24,06 reais, um dia após a empresa divulgar prejuízo de 2,09 bilhões de reais no segundo trimestre, ante lucro líquido de 142,8 milhões de reais em igual período de 2008.

Analistas do Morgan Stanley consideraram o resultado "surpreendentemente fraco".

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