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Wall Street eleva novamente projeções para PIB do Brasil

Movimento ocorre em paralelo às revisões feitas recentemente para o PIB dos Estados Unidos

Nalu Fernandes, da Agência Estado,

12 de agosto de 2009 | 16h49

Analistas com base em Wall Street estão elevando pela segunda vez, em cerca de um mês, as previsões para o PIB brasileiro. Este movimento ocorre em paralelo às revisões feitas recentemente para o PIB dos Estados Unidos e para o crescimento mundial. As projeções para o PIB do Brasil vão de um declínio de 1,2% a uma leve alta de 0,5% em 2009. Para 2010, as projeções ficam entre avanço de 2,6% e 4,5%.

 

Esta segunda onda de revisões do PIB brasileiro tem diferenças em relação à anterior, feita há pouco mais de 30 dias. Na ocasião, os profissionais destacaram que estavam reagindo, em grande parte, ao fato de que o País havia tido um desempenho firme em meio à pior crise mundial desde a década de 1930, e apontaram que a economia brasileira já estaria caminhando no território positivo no segundo trimestre do ano, enquanto a maioria dos países no mundo provavelmente só deveriam voltar para este terreno no trimestre seguinte.

 

Desta vez, a maior parte dos analistas destaca que o Brasil está se beneficiando com a recuperação das economias emergentes e, em particular, ainda conta com o estímulo proveniente da China.

 

O RBC Capital Markets revisou a projeção para o PIB do País para um crescimento de 0,5% neste ano e avanço de 3,0% em 2010, de acordo com o diretor da instituição para mercados Emergentes, Nick Chamie. A projeção anterior era de queda de 1,0% do PIB em 2009 e alta de 2,5% em 2010. O analista estima que a recuperação do crescimento será lenta, mas "constante". Em grande parte, disse ele, "graças à recuperação do crescimento nos mercados emergentes"

 

O Nomura Securities elevou a previsão para o PIB do País em 2009, mas continua estimando uma taxa negativa no ano. O número calculado para o Brasil, no entanto, "mostra desempenho melhor do que (as projeções para) outros países na região", acrescenta a equipe da instituição para América Latina. A projeção foi atualizada de -1,8% para -1,2% para este ano. Para 2010, o número foi elevado de 2,2% para 2,6%. "O Brasil está se beneficiando muito das medidas de estímulo implementadas na China", disse a instituição, que reconhece ainda que o Brasil também está "se mantendo bem pelas medidas domésticas de estímulo".

 

A equipe de pesquisa para mercados emergentes coordenada pelo diretor Paulo Leme, no Goldman Sachs, prevê uma retração de 0,4% para o PIB do Brasil neste ano e expansão de 4,0% em 2010. As projeções anteriores estavam em -1,0% e 3,7%, respectivamente. "A elevação das nossas projeções seria conduzida, em grande parte, pela melhora da perspectiva para demanda doméstica mais "forte", pondera Leme.

 

O JPMorgan elevou a projeção para a economia brasileira de -1,0% para -0,4% neste ano. Para 2010, o número passou de um crescimento de 3,5% para 4,5%. Assim como outros especialistas, o JPMorgan também acredita que o Brasil vai liderar a região latino-americana na saída da recessão econômica.

 

O Morgan Stanley também revisou a projeção para o PIB do País recentemente, de -1,0% para -0,5%, em 2009. Para 2010, a projeção indica crescimento de 3,5%, em comparação com número anterior de 2,5%.

 

Em grande medida, os analistas ponderam que o Brasil tem se beneficiado do aumento da demanda consumidora na China. O Nomura estima que a China engrenou uma retomada em formato "V", favorecendo exportadores como o Brasil, em especial na arena das commodities. Isto também significa que os países beneficiados pela China são os mais expostos no caso de haver uma piora na trajetória da retomada chinesa

 

Mas os dados da economia chinesa relativos ao mês de julho, divulgados nesta semana, indicam que a recuperação na China continua ganhando fôlego, ponderam os especialistas do HSBC. A moderação no crescimento do investimento junto com o declínio no índice de preços ao consumidor no país, acrescentam eles, sinaliza que a saída das medidas de estímulo ainda está distante na China.

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